Veja quais modelos da Stellantis 4x4 híbridos serão produzidos no Brasil a partir de 2024
Veículos 4x4 hoje oferecidos com motorização diesel devem sair de linha no Proconve L8 para virarem híbridos flex
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A Stellantis anunciou nesta semana que já no próximo ano serão apresentados os primeiros modelos híbridos flex da marca produzidos em Pernambuco. De acordo com o plano da chamada descarbonização da mobilidade, o grupo Stellantis quer zerar emissões de carbono em 15 anos. Para isso, terá que acelerar a oferta de carros híbridos vendidos no país. Mas qual deve ser o primeiro híbrido nacional?

O R7-Autos Carros conversou com executivos ligados à marca. Fica claro que a Jeep vai “puxar a fila” dos modelos híbridos nacionais. Isso porque as marcas começam inovações por modelos mais caros, mas existe um contexto que indica quais serão de fato os primeiros modelos Stellantis híbridos no Brasil e também para a América Latina.

Mas há outra pista: a terceira fase do Rota 2030 e o PROCONVE L8 tornarão mais difícil a vida de modelos diesel 4x4, como Jeep Compass e Commander, Fiat Toro e RAM Rampage.
Como vai ser esse motor?

Segundo a plataforma apresentada durante um evento em Betim (MG), a plataforma Small Wide inclui uma solução híbrida Plug-in com tomada externa. Esses veículos contarão com um motor elétrico adicional (no Compass são 60 cv) e baterias com capacidade de cerca de 10 kWh, podendo chegar a 12 kWh.

Esse conjunto elétrico será associado ao motor 1.3 turbo ou “T270”, proporcionando aproximadamente 240 cv e 27 kgfm de torque. Dessa forma, a Stellantis poderá manter veículos com tração integral, utilizando um sistema híbrido em vez do motor a diesel.

A meta da Stellantis é reduzir as emissões de carbono pela metade até 2030, aumentar o número de fornecedores de 38 para 50 e alcançar 100 empresas até o final da década. Isso ajudará a reduzir o transporte e as emissões na logística de peças, contribuindo para a meta do grupo.

Na esteira dos modelos produzidos sobre a plataforma "Bio-Hybrid," essa solução será implementada nas fábricas de Betim (MG), onde são fabricados os modelos da Fiat, em Porto Real (RJ), onde os modelos da Peugeot e Citroën são produzidos, e em Goiana (PE), onde os veículos Jeep, Fiat e RAM que utilizam a plataforma Small Wide são fabricados.
O curso natural desse processo é que os modelos mais caros da Fiat e até mesmo da Peugeot migrem para uma solução híbrida pura, ao mesmo tempo em que outros modelos de entrada adotem o sistema híbrido leve nos anos seguintes.















