Stellantis quer ressuscitar Chrysler nos EUA com 3 SUVs baratos
Ideia é popularizar a marca com novos produtos usando as plataformas modulares

Durante anos, a Chrysler foi uma das marcas mais emblemáticas da indústria americana. Criadora de sedãs icônicos como Charger, Challenger, PT Cruiser e outros responsável por popularizar conceitos familiares nos Estados Unidos, a fabricante chegou a ser reduzida praticamente a um único produto: a minivan Chrysler Pacifica. Agora, a Stellantis quer mudar esse cenário e apresentou um plano para devolver protagonismo à marca no mercado norte-americano.

O projeto faz parte do programa FaSTLAne 2030, estratégia de recuperação da operação americana liderada pelo CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, e executada na região por Tim Kuniskis. O objetivo é ampliar presença em segmentos onde as marcas americanas praticamente deixaram de competir — especialmente na faixa entre US$ 25 mil US$ 35 mil, hoje dominada por asiáticos e alguns europeus.

Hoje a Jeep tem uma lista mais ampla de SUVs, a RAM terá novos produtos compactos enquanto a Chrysler ficará responsável por “popularizar” alguns produtos.

A estratégia chama atenção porque vai na direção oposta do que aconteceu nos últimos anos. Em vez de perseguir modelos maiores e mais caros, a Stellantis admite que perdeu clientes ao abandonar veículos de entrada e intermediários. O grupo quer lançar 11 veículos inéditos na América do Norte até 2030, sendo nove com preços abaixo de US$ 40 mil e dois abaixo dos US$ 30 mil.
Chrysler deixa de ser marca de minivanNo centro desse plano está justamente a Chrysler. Hoje sustentada quase exclusivamente pela Pacifica, a marca ganhará três SUVs inéditos em apenas alguns anos, recuperando presença em categorias que concentram grande parte do volume americano.

O primeiro deles deverá ser o Airflow, SUV médio que resgata o conceito apresentado em 2022. Diferentemente da proposta original — inicialmente pensada como elétrica — o modelo deve adotar abordagem mais ampla, com conjuntos híbridos e diferentes níveis de eletrificação. O posicionamento ficará abaixo de utilitários premium e com preço inferior a US$` 40 mil. Depois chegam os compactos Arrow e Arrow Cross, que segundo apresentações internas usarão arquiteturas já existentes da Stellantis na Europa. A ideia é aproveitar plataformas globais para reduzir custos e acelerar o retorno da Chrysler ao mercado de volume. Ambos deverão estrear justamente na faixa entre US`$ 25 mil e US$ 35 mil, considerada hoje um “buraco de mercado” pelas marcas americanas. A expectativa da imprensa americana é que esses SUVs utilizem plataformas globais da família STLA, com possibilidade de motores a combustão de alta eficiência, híbridos leves, híbridos plug-in e elétricos dependendo do posicionamento. O plano vai além de aumentar portfólio. A Chrysler tenta recuperar uma conexão histórica com o consumidor americano, especialmente famílias que migraram para Toyota, Honda, Hyundai e Kia depois da redução da oferta doméstica.
A própria Stellantis admite que hoje cobre apenas cerca de 60% dos segmentos do mercado norte-americano e pretende elevar esse número para 90% até o fim da década, além de aumentar em 35% o volume de vendas na região.
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