Teste com Ram Rampage Bighorn 2.2 diesel: primeiro degrau acima da Fiat Toro
Picape de apelo premium menos equipada é compra racional mesmo com algumas ausências
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Ram promoveu uma das principais atualizações da Rampage desde o lançamento da picape no Brasil. A mudança mais importante está sob o capô: sai de cena o motor 2.0 Multijet turbodiesel de 170 cv e entra o novo 2.2 turbodiesel de 200 cv, conjunto que passa a equipar as versões a diesel da linha 2025.
Agora a Bighorn, versão básica da Rampage nivelada a R$ 200 mil, fica próxima do preço da Toro Ranch equipada com o mesmo motor.

O degrau é justo e bem pensado na gama de picapes Stellantis. A Rampage Bighorn abre mão de vários itens de série com perfil mais clássico diante da Toro mais equipada ao mesmo preço.
Motor diesel é ponto alto
O motor da Rampage Bighorn é o mesmo da Fiat Toro Ranch e também da Titano: entrega 200 cv e 45,9 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático de nove marchas fornecido pela ZF e ao sistema de tração integral 4x4. Segundo a fabricante, o consumo foi reduzido em até 10% em comparação com o antigo 2.0 turbodiesel.

Entre as principais evoluções técnicas estão a bomba de óleo de deslocamento variável, turbocompressor de geometria variável com acionamento elétrico, intercooler refrigerado a água, sistema de injeção direta trabalhando com pressão de até 2.000 bar, pistões de aço e novo sistema de pós-tratamento dos gases de escape.

Os números de desempenho também melhoraram neste novo motor. A velocidade máxima passou de 185 km/h para 196 km/h. A aceleração de 0 a 100 km/h ficou aproximadamente um segundo mais rápida, enquanto a retomada de 80 a 120 km/h caiu de 8,9 para 8 segundos.
Visual clássico com rodas menores e pneus maiores
Externamente, a Rampage Bighorn adota grade dianteira com contorno cromado e acabamento interno em preto brilhante, para-choque na cor da carroceria, faróis de neblina em LED, capas dos retrovisores cromadas e rodas de liga leve de 17 polegadas com acabamento cinza.

Por dentro, a Rampage mantém o padrão de acabamento já conhecido da linha. Os bancos combinam tecido e revestimento sintético, enquanto o painel traz quadro de instrumentos digital de 10,3 polegadas e central multimídia de 12,3 polegadas com atualizações remotas via internet e sistema de navegação offline.

Há menos refinamento a bordo, mas também é fato que um comprador vindo da Fiat Toro não irá perceber. Pelo contrário, vai elogiar o nível de montagem e acabamentos da Rampage Bighorn.
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Alguns luxos
A lista de equipamentos inclui chave presencial, carregador de celular por indução, seis airbags e serviços conectados por meio do aplicativo Ram Connect, oferecido gratuitamente durante o primeiro ano de uso, incluindo pacote de dados com Wi-Fi embarcado.

E algumas ausências da Rampage Bighorn
Apesar do bom nível de equipamentos, a Bighorn abre mão de alguns itens encontrados nas versões mais caras da Rampage e até mesmo na Fiat Toro Ranch, que utiliza o mesmo conjunto mecânico.
Entre as ausências estão o controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de centralização em faixa, bancos com ajustes elétricos, sistema de som premium Harman Kardon, acabamento interno diferenciado e rodas maiores com acabamento diamantado.

Na prática, a Bighorn aposta em uma proposta mais racional. Mantém o novo motor 2.2 turbodiesel, o câmbio de nove marchas e a tração integral, mas elimina alguns equipamentos de conforto e assistência à condução para reduzir o preço de entrada da gama diesel.
Teste prático com a Bighorn
Durante o nosso teste, o novo conjunto mecânico demonstrou evolução perceptível em relação ao antigo 2.0 turbodiesel. As respostas estão mais rápidas, as retomadas exigem menos esforço do motor e o trabalho do câmbio automático continua sendo um dos pontos fortes da Rampage, com trocas suaves e bem escalonadas.
O conforto segue ditando o tom da Rampage, com a vantagem da tração 4x4 e voas respostas finais com mínima vibração para quem quer viajar e passear a bordo da Rampage.
O que ela perde em relação à Toro Ranch?
A Toro Ranch é particularmente interessante porque oferece ACC, controle de cruzeiro adaptativo, acabamento interno mais sofisticado, bancos elétricos e alguns itens de conforto que a Bighorn não possui, como sensor crepuscular e de chuva, câmera mais ampla, rodas aro 18 e retrovisor fotocromático, mesmo compartilhando exatamente o mesmo motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e a mesma base estrutural da plataforma Small Wide.
Na prática, pelo mesmo preço, a Bighorn surpreende pela entrega de bons itens em um pacote menos caro que as demais versões, preservando o elogiado motor diesel.
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