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Toyota vai investir quase R$ 10 bilhões na Índia para fazer Corolla Cross “L” que pode vir ao Brasil

SUV médio terá versão ampliada e projeto pode ser ajustado paga outros países incluindo o Brasil

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Toyota vai investir quase R$ 10 bilhões na Índia para fazer Corolla Cross “L” que pode vir ao Brasil Índia Car News/Reprodução

A Toyota prepara uma nova ofensiva industrial na Índia com um investimento estimado em 300 bilhões de ienes, o equivalente a cerca de US$ 1,9 bilhão ou aproximadamente R$ 9,8 bilhões. Segundo informações publicadas pelo jornal japonês Nikkei e repercutidas pela agência Reuters, a montadora japonesa pretende construir três novas fábricas no estado de Maharashtra, ampliando fortemente sua capacidade de produção no país asiático.

Toyota vai investir quase R$ 10 bilhões na Índia para fazer Corolla Cross “L” que pode vir ao Brasil Índia Car News/Reprodução

O movimento faz parte da estratégia global da Toyota de reforçar mercados emergentes diante da desaceleração em regiões como China, Europa e Estados Unidos. Com os novos complexos industriais, a capacidade produtiva da marca na Índia deve saltar para 1 milhão de veículos por ano até a próxima década, transformando o país em uma das quatro maiores bases globais da Toyota, atrás apenas de Japão, China e Estados Unidos.


Toyota vai investir quase R$ 10 bilhões na Índia para fazer Corolla Cross “L” que pode vir ao Brasil Índia Car News/Reprodução

Embora a Toyota ainda não confirme oficialmente a construção das unidades, a fabricante admitiu que estuda continuamente sua estratégia de produção global e expansão regional. Atualmente, a marca já possui três fábricas em operação no sul da Índia voltadas principalmente ao mercado interno. Mas um dos principais projetos pode ter repercussão direta no Brasil: o Corolla Cross.


Corolla Cross “L” inspirado no Commander


Entre os projetos ligados a essa expansão está um novo SUV derivado do Corolla Cross, que deverá ganhar dimensões ampliadas e até uma configuração de sete lugares.

Marcos Camargo Jr. 14.05.2025
Marcos Camargo Jr. 14.05.2025

A expectativa é que o modelo seja produzido inicialmente na Índia para disputar espaço com utilitários médios de três fileiras como o Jeep Commander. Informações da imprensa japonesa e indiana indicam que o projeto interno conhecido como “340D” pode também servir de base para uma futura expansão da linha da Toyota em mercados emergentes, incluindo o Brasil.


Marcos Camargo Jr. 14.05.2025
Marcos Camargo Jr. 14.05.2025

O futuro SUV deverá crescer em relação ao Corolla Cross atual. As projeções apontam comprimento próximo de 4,65 metros e entre-eixos ampliado em cerca de 15 centímetros. O modelo manteria a plataforma TNGA-C, utilizada atualmente pelo Corolla Cross vendido no Brasil, mas com foco maior em espaço interno e versatilidade familiar porém com custo reduzido em relação ao RAV4 também recentemente relançado por aqui.

Marcos Camargo Jr. 14.05.2025
Marcos Camargo Jr. 14.05.2025

A mecânica também deve evoluir. A Toyota trabalha em uma nova geração de motores híbridos capazes de atender desde híbridos convencionais até sistemas plug-in e elétricos de autonomia estendida. A Índia aparece como peça importante nesse plano por concentrar produção regional e exportação para outros mercados.

Marcos Camargo Jr. 14.05.2025
Marcos Camargo Jr. 14.05.2025

No Brasil, o Corolla Cross é produzido em Sorocaba (SP) e se tornou um dos SUVs médios mais vendidos do país desde sua estreia em 2021. O modelo nacional usa motores 2.0 flex e também o sistema híbrido flex 1.8, tecnologia que se transformou em um dos pilares da Toyota na América Latina.

Nos últimos anos, a montadora acelerou aportes para produção de híbridos flex no Brasil, anunciou expansão de fornecedores locais para eletrificação e também vem ampliando fábricas na Tailândia e na Indonésia para produção de SUVs e picapes.

Diferentemente de fabricantes chinesas e europeias que apostam fortemente em carros 100% elétricos, a Toyota continua defendendo uma abordagem “multitecnologia”, combinando híbridos, híbridos plug-in, células de hidrogênio e elétricos a bateria conforme o perfil de cada mercado. O Brasil deve seguir o mesmo caminho.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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