Volkswagen avalia trazer carros elétricos da China para o Brasil
Plano da marca alemã prevê cooperação tecnológica com operação chinesa e possível importação de elétricos para a América Latina

A Volkswagen avalia utilizar sua base industrial na China para abastecer o mercado brasileiro com veículos elétricos. A informação foi confirmada pelo chairman da Volkswagen para a América Latina, Alexander Seitz, em entrevista ao site Motor1 Brasil.

Segundo o executivo, a produção regional de carros totalmente elétricos ainda não se mostra viável no curto prazo. Diante desse cenário, a montadora estuda importar modelos elétricos produzidos na China, além de ampliar a cooperação tecnológica com as operações do grupo naquele país.

O movimento ocorre em um momento de crescimento acelerado dos veículos eletrificados no Brasil, segmento atualmente liderado por fabricantes chinesas como BYD e GWM, além das recém-chegadas GAC, Omoda e Jaecoo.

Atualmente a Volkswagen vive uma posição confortável no Brasil é a segunda colocada em vendas, líder no varejo e com um portfólio que inclui best sellers como Tera, T-Cross e Nivus além do Polo Track. Porém, a marca tem dificuldades de emplacar modelos de médio e grande porte e em breve deverá sofrer mais com a concorrência dos chineses especialmente quando se consideram veículos híbridos e elétricos.
China ganha peso na estratégia da Volkswagen
De acordo com Seitz, a operação chinesa da Volkswagen passou a ter papel central no desenvolvimento de tecnologias ligadas à eletrificação. A estrutura local já participa do planejamento global da marca voltado à América Latina.
Essa integração pode envolver tanto engenharia quanto fornecimento de componentes utilizados em veículos eletrificados. Entre os sistemas considerados estão baterias, eletrônica de potência e módulos de gestão de energia.

Na prática, o plano inicial prevê o uso dessa tecnologia em modelos híbridos convencionais e híbridos plug-in voltados ao mercado latino-americano.
Nesse formato, parte da engenharia pode ser desenvolvida em centros globais da Volkswagen, enquanto a produção final seria adaptada às condições industriais da região. Determinados componentes eletrônicos e módulos de bateria podem ser fornecidos pela operação chinesa, enquanto a montagem final ocorreria em fábricas instaladas na América Latina.
Elétricos podem chegar por importação
Quando se trata de veículos 100% elétricos, a avaliação interna da Volkswagen indica que a produção regional ainda enfrenta desafios econômicos, especialmente ligados à escala de produção, infraestrutura de recarga e custos.
Por isso, a alternativa analisada no momento é importar esses modelos diretamente da China, onde o grupo mantém uma das suas operações mais avançadas no desenvolvimento de veículos elétricos.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











