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Conheça cinco passos para tornar as decisões mais justas e transparentes

Modelo de gestão destaca a importância de ouvir, explicar decisões e promover o engajamento para alcançar resultados melhores

Chá de Ideias|Do R7

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O Chá de Ideias de hoje é o chá branco. Ele tem uma cor transparente e é produzido a partir dos brotos jovens e das folhas da planta Camellia sinensis. É rico em antioxidantes, ajuda a combater os radicais livres e, por isso, contribui para retardar o envelhecimento. Também é levemente termogênico, traz disposição e tem um sabor muito delicado.

Eu escolhi esse chá justamente pela sua cor, muito clarinha, para fazer uma alusão à transparência que logo vocês vão entender.

Quero falar hoje sobre algo que aprendi em um curso que fiz recentemente no INSEAD, chamado Fair Process Leadership. O conceito trata de como a liderança pode adotar um processo justo de tomada de decisão. É um modelo de gestão desenvolvido pelo professor Ludo Van Der Heijden, com quem tive o prazer de ter aula.

A ideia central é que as pessoas se importam muito com a justiça do processo pelo qual uma decisão ou mudança é feita, e não apenas com o resultado em si. Quando um líder adota um processo transparente e inclusivo, ele gera confiança, colaboração e engajamento entre seus liderados.

E esse processo é explicado por meio dos cinco Es, que, em português, correspondem a quatro Es e um A.

O primeiro E é Engaging, ou engajamento. Significa envolver ativamente os colaboradores e as partes interessadas desde o início do processo de decisão. O líder deve ouvir mais, perguntar mais e impor menos. É importante buscar informações com todos os grupos envolvidos, ampliar os dados disponíveis para a tomada de decisão e fazer com que todos se sintam parte dela.

O segundo E é Exploring, ou exploração. Aqui, precisamos investigar e considerar diferentes alternativas, mantendo a mente aberta, sem vieses ou direcionamentos prévios. Isso permite que ideias inovadoras e até mesmo impensadas apareçam durante o processo.

O terceiro E é Explaining, ou explicação. É o momento de justificar com clareza os critérios e as razões que levaram à decisão final. Mesmo que nem todos concordem com o resultado, eles podem compreender a escolha quando entendem a lógica por trás dela.

O quarto E é Executing, ou execução. Nessa etapa, a decisão precisa ser colocada em prática com foco e disciplina, garantindo que as regras de engajamento sejam seguidas de maneira justa por todos. A essa altura, não importa mais quem era favorável ou contrário à decisão no início. Houve um processo justo, uma escolha foi feita e agora é hora de executá-la.

E o último E é Evaluating, ou avaliação. Precisamos analisar de maneira objetiva os resultados alcançados e o próprio processo, buscando lições e aprendizados para as próximas decisões. E, assim, o ciclo recomeça.

O Fair Process Leadership busca trazer clareza e engajamento para que a execução das decisões aconteça com menos atritos e melhores resultados.

Tudo isso deve ser acompanhado por um comportamento que o professor chama de Fair Play, uma expressão que vem do esporte e representa o jogo limpo. Na liderança, esse comportamento deve estar presente durante todo o processo, com consciência, clareza, consideração mútua e compromisso.

Hoje, vimos os cinco Es do professor Ludo. Na próxima semana, vamos falar sobre os cinco Cs, que dizem respeito ao comportamento do líder durante sua atuação. Agora, nosso foco foi o processo de tomada de decisão.

Resumo da ópera, antes que nosso chá esfrie: estamos sempre aprendendo, e tive uma grande oportunidade de aprendizado nas aulas com o professor Ludo. Quero compartilhar com vocês esse conhecimento e os cinco passos que podem tornar uma tomada de decisão mais justa: engajamento, exploração, explicação, execução e avaliação.

Você que me escuta e exerce uma função de liderança, procure construir processos mais amplos e transparentes sempre que possível. Confesso que não é fácil, mas, quando as pessoas são ouvidas e entendem os motivos de uma decisão, elas tendem a compreendê-la melhor e ficam mais preparadas para colocá-la em prática.

Eu sou Ilana Trombka e esse é mais um Chá de Ideias. Até a próxima segunda-feira, nosso encontro semanal com boas reflexões e grandes debates. 

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Ilana Trombka é diretora-geral do Senado Federal desde 2015. Mestre em Comunicação Social e graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), também tem especialização em Direito Legislativo pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ainda é doutora em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. Foi finalista do Prêmio Viva 2018 e vencedora de duas edições do Prêmio Opinião Pública (POP).

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