Economia da atenção: quando o foco das pessoas se torna um bem valioso
Capturar e reter o tempo das pessoas se tornou mais importante até do que produzir um conteúdo
Chá de Ideias|Do R7
O Chá de Ideias desta semana é o chá de matcha, uma versão em pó concentrado do chá verde tradicional. Ele virou favorito em cafeterias urbanas, nas versões puras ou misturadas com leite, o matcha latte.
Aliás, eu vejo que existem tantos chás que, por vezes, fico confusa com a quantidade de opções e não sei qual deles usar para começar o nosso encontro semanal.
Esse sentimento de confusão e excesso tem muita relação com o tema de hoje, que é a economia da atenção. Você já ouviu falar nesse termo?
Economia da atenção é um conceito que trata a atenção humana como um bem escasso, valioso e limitado.
Ou seja, em um mundo saturado de informações, o principal desafio econômico não é produzir mais e mais conteúdo, e sim capturar e reter o tempo e o foco das pessoas nesse conteúdo produzido.
O termo não é de hoje, porque ele começou a ser cunhado há mais de 50 anos. Mas ele faz todo sentido no mundo atual, porque ficamos nas redes sociais tendo a nossa atenção capturada por aquilo que mais nos mobiliza emocionalmente, que são os posts que mexem com as nossas emoções mais primárias, como raiva, amor, ódio, e não com a racionalidade.
Com isso, perdemos uma enorme oportunidade de fazer das redes sociais um ambiente de coleta de dados, de pesquisa e de diálogo.
Eu sou Ilana Trombka e esse é mais um Chá de Ideias. Até a próxima segunda-feira, nosso encontro semanal com boas reflexões e grandes debates.














