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Acordo entre Lula, Alcolumbre e Motta pode ser ponto de virada da campanha

Governistas apostam em fim da escala 6x1 como trunfo decisivo para alavancar esforço por reeleição

Christina Lemos|Do R7

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Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), participa de reunião, no Palácio da Alvorada, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB)
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), participa de reunião, no Palácio da Alvorada, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) Pedro Gontijo/Senado Federal

O resultado do almoço entre a cúpula do Congresso e Lula, cuidadosamente preparado ao longo das últimas duas semanas, é considerado um potencial “ponto de virada” para a campanha pela reeleição do presidente.

Extremamente popular, a mudança na escala de trabalho, que na prática vai garantir dois dias de folga aos trabalhadores, com manutenção dos salários, deve ser aprovada com folga na Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente no plenário.


Depois de ser travada por três meses por Davi Alcolumbre, a proposta teve o sinal verde do senador, após acordo com Lula, que inclui a sucessão para o cargo de presidente do Senado e neutralidade na disputa no Amapá, além de garantias de investimento vultoso na nova frente de descoberta de petróleo, na Foz do Amazonas.

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Não há garantias de que o texto da emenda constitucional seja apreciado em dois turnos pelo plenário do Senado antes das eleições.


A segunda semana de esforço concentrado no Congresso durante o período eleitoral vai de 31 de agosto a 4 de setembro. No que depender do relator da matéria na CCJ, senador Omar Aziz (PSD-AM), o texto aprovado na Câmara será mantido, para evitar novo retorno à casa legislativa.

Eventuais mudanças seriam viabilizadas por meio de proposições infraconstitucionais. A expectativa do relator é de aprovação da matéria com mais de 60 dos 81 votos em plenário.


O simples avanço do texto na Comissão de Constituição e Justiça já garantiria a Lula, segundo governistas, importante mote de campanha para levar aos palanques da campanha.

O Planalto, na figura do presidente, sempre assumiu a defesa da mudança na Constituição, sob a alegação de que a nova escala permitirá melhores condições de vida aos trabalhadores e pode ter impacto na produtividade.


Há forte divergência e oposição à medida por parte de setores da economia, que veem forte pressão sobre os preços e desorganização da cadeia produtiva.

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