Petróleo no Amazonas é desafio e trunfo para próximo presidente
Exploração precisa de nova autorização do Ibama. Órgão levou 12 anos para permitir primeira perfuração
Christina Lemos|Do R7
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Para viabilizar a busca por petróleo e gás na Foz do Amazonas em três novos poços em águas profundas a 175 km da costa do Amapá, será necessária nova licença do Ibama – o que pode levar tempo indeterminado e desafiar o próximo presidente a ser eleito em menos de 50 dias.
Os planos de exploração preveem a perfuração de 15 novos poços, com horizonte de início em 2030, e teriam a capacidade de recolocar o Brasil no mercado internacional da commodity energética.
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A iniciativa que permitiu a descoberta anunciada na última sexta-feira (14) levou mais de um ano de duras negociações entre a Petrobras, o governo e o Ibama, e cerca de 12 anos de espera até a concessão da autorização pelo órgão ambiental.
A expectativa é que desta vez seja possível acelerar o processo mediante a apresentação de planos detalhados dos impactos da atividade para a fauna e flora marinhas, assim como para as comunidades próximas, já exigidos pelo Ministério Público.
A região é particularmente sensível pela proximidade com a foz do mais importante rio brasileiro, o Amazonas.
O caso é tratado como estratégico para o país, uma vez que o novo achado teria potencial para suplementar as reservas do pré-sal na próxima década, justamente quando elas entrarão em declínio.
E ainda projetar o país à posição de dianteira no comércio internacional, colocando o Brasil entre os 4 primeiros produtores mundiais de petróleo, a depender da confirmação das reservas e da capacidade de exploração do país.
Os investimentos iniciais previstos são de US$ 2,5 bilhões a partir da autorização do Ibama, com expectativa de que os primeiros resultados comerciais consistentes venham em sete anos.
A construção das condições para isso e da segurança da exploração, com a mitigação dos riscos ambientais, estará nas mãos do próximo chefe do Executivo Federal, acionista controlador e majoritário da Petrobras.
Além do poço recém-acessado, batizado de Morpho – única perfuração autorizada pelo Ibama -, a Petrobras agora pedirá licença para alcançar os poços de Manga, PAD Morpho e Crotalus.
A Margem Equatorial oferecerá 86 blocos para concessão ao mercado, de acordo com a indicação aprovada em junho pela ANP – Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
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