Copa de 2026 será a maior já organizada e, também, a mais poluente da história
Nem o maior evento esportivo do planeta escapa da emergência climática
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Temperaturas cada vez mais altas representam riscos para atletas, árbitros e torcedores. Ondas de calor podem exigir mudanças de horários e até mesmo do calendário das competições, como ocorreu na Copa do Catar, em que o torneio foi transferido para novembro e dezembro em razão do calor extremo.
Além disso, eventos climáticos severos, como tempestades, enchentes e secas, podem comprometer a infraestrutura, os sistemas de transporte e até as condições dos gramados.
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Mas por que esse tema aparece cada vez mais nas Copas? A Copa do Mundo é um dos eventos mais assistidos do planeta e, por isso, tornou-se uma vitrine para debates sobre sustentabilidade, redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas.
Organizações ambientais frequentemente cobram dos organizadores medidas como o uso de energia renovável, sistemas eficientes de transporte coletivo e programas de compensação de carbono.
O fato é que a Copa do Mundo tanto contribui para a crise climática, por meio das emissões geradas pelo evento, quanto sofre os impactos da emergência climática, especialmente devido ao aumento das temperaturas e à maior frequência de eventos extremos.
Dados apurados pelo Blog Fiscal do Clima mostram a dimensão desse cenário:
- A Copa de 2026 será a maior já realizada e, segundo cientistas, também a mais poluente da história, com cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente emitidas — quase o dobro da média registrada nas últimas quatro edições do torneio (Scientists for Global Responsibility – SGR).
- Um em cada quatro jogos poderá ser disputado sob condições preocupantes de calor, incluindo uma possível partida entre Brasil e Escócia (World Weather Attribution – WWA).
- A FIFA assumiu o compromisso de reduzir suas emissões em 50% até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono (net zero) até 2040.
- No Brasil, 78% dos clubes das Séries A, B e C estão localizados em cidades que apresentam alto risco climático para os próximos 25 anos. Isso representa 47 dos 60 clubes analisados, com perdas potenciais estimadas em até R$ 70 bilhões. As enchentes aparecem como a principal ameaça, atingindo 67% dos clubes estudados (40 de 60), segundo levantamento da Terra FC e da ERM.
A relação entre a Copa do Mundo e a emergência climática está diretamente ligada às emissões de gases de efeito estufa produzidas pelo evento e aos impactos que as mudanças climáticas podem provocar no próprio futebol.
O aumento do consumo de energia e água, além da geração de resíduos durante o torneio, também amplia sua pegada ambiental. Como exemplo, a Fifa estimou que a Copa do Mundo de 2022 gerou milhões de toneladas de gases de efeito estufa ao longo de sua realização.
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