Presidente viajou: o vice realmente precisa assumir?
Tecnologia coloca em debate a tradição de transferir o poder ao vice durante viagens
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Vamos falar de exercício, mas não de exercício físico. Estou falando de exercício do poder. Quando o presidente viaja, o vice assume o exercício da Presidência. Quando o governador e prefeito também.
Mas para que isso? A explicação é que alguém precisa continuar administrando o país, o estado ou o município durante a ausência do titular. E é justamente para isso que existe o vice.
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Em outros países, porém, encontramos modelos diferentes. Há casos em que o vice-presidente não assume o comando simplesmente porque o presidente viajou. A substituição ocorre em situações graves ou definitivas, como morte ou saída permanente do cargo. Na Europa, a situação é diferente porque muitos países adotam o parlamentarismo. Já em países presidencialistas, as regras de substituição também variam.
Hoje temos recursos tecnológicos que permitem comunicação praticamente de qualquer lugar do mundo. Um presidente, governador ou prefeito consegue participar de reuniões e manter contato com sua equipe mesmo estando distante.
É uma regra que faz parte do nosso sistema. Mas será que ainda é necessária diante das possibilidades de comunicação que temos atualmente?
Devemos continuar seguindo essa tradição ou poderíamos mudar?
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