Logo R7.com
RecordPlus
Inteligência Cotidiana

Veja como as gigantes de software estão se reinventando na era da IA

Empresas abandonam a exclusividade e integram modelos de inteligência artificial de parceiros para manter a relevância de seus produtos.

Inteligência Cotidiana|João GaldinoOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O setor de software enfrenta instabilidade devido ao avanço da Inteligência Artificial (IA).
  • Caiu o valor das ações de empresas como monday.com e Salesforce, enquanto empresas de segurança cibernética, como CrowdStrike, se mostram mais resistentes.
  • A IA facilita tarefas cotidianas, permitindo que usuários sem conhecimento técnico criem aplicativos e organizem informações rapidamente.
  • Adoção da IA promete criar novas funções de trabalho, como "ajudante de automação", e aumentar a eficiência em diversos setores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Industria de Software e IA - Usar IA própria ou estabelecer parcerias? Imagem gerada por IA - Google Nano Banana

O setor de software atravessa um período de reestruturação profunda impulsionado pelo avanço da inteligência artificial (IA).

O reflexo desse cenário já aparece no mercado financeiro, com a queda nas ações de empresas tradicionais de tecnologia, gerando dúvidas sobre a resiliência de seus modelos de negócios frente à automação.


O cenário atual do mercado

A instabilidade ocorre porque a IA evoluiu de um simples sistema de respostas para uma ferramenta capaz de executar tarefas estruturais.

Hoje, é viável desenvolver um aplicativo de gestão de projetos — funcionalmente semelhante a plataformas bilionárias como o monday.com — em poucos minutos usando comandos de IA.


O sistema organiza tarefas, define prazos e se integra nativamente a ecossistemas corporativos como Google Drive e Slack.

Especialistas de mercado apontam que as empresas mais vulneráveis são as que oferecem softwares de organização e produtividade básica.


Em contrapartida, companhias focadas em cibe segurança e infraestruturas complexas, como CrowdStrike e Palo Alto Networks, mantêm-se estáveis devido à alta exigência técnica e ao efeito de rede de seus setores.

Investidores começam a separar os serviços de software essenciais daqueles que a IA pode replicar com facilidade.


A integração como saída

Para enfrentar essa transição, gigantes da tecnologia adotaram uma nova tática: a colaboração. Em vez de investir exclusivamente em tecnologias proprietárias, essas empresas estão transformando seus softwares em “hubs”, integrando os modelos de IA mais avançados do mercado.

IA apoiando o processo criativo Imagem gerada por IA - Google Nano Banana

A Adobe exemplifica essa tendência com a recente atualização do Illustrator. O novo recurso de Preenchimento de Forma Generativo permite aos designers aplicar imagens e efeitos complexos diretamente em vetores.

A grande mudança de paradigma é que a Adobe não limitou a ferramenta à sua própria, IA; ela integrou modelos de parceiros renomados, como GPT-4o, Ideogram e o Gemini 2.5 Flash Image.

Essa abordagem, que também norteia os movimentos recentes da Apple, prioriza a entrega das melhores ferramentas disponíveis ao usuário, independentemente do fabricante.

Para Vivian Kuppermann, gerente sênior de Marketing da Adobe LATAM, o movimento eleva a capacidade da ferramenta sem perder sua essência. “O Illustrator sempre foi essencial para controle preciso em vetores e ilustrações complexas. Com a integração do Preenchimento de Forma Generativo aos modelos parceiros de IA, profissionais ganham mais opções para transformar ideias em visuais impactantes, com eficiência e liberdade em qualquer projeto”, destaca.

Esse movimento reflete uma forte tendência de mercado, que também está sendo adotada pela Apple: abrir mão do orgulho de ter uma tecnologia 100% proprietária para oferecer ao usuário uma “vitrine” com as melhores opções disponíveis.

É como se a Adobe e a Apple fossem grandes montadoras de carros de luxo que decidiram usar os melhores motores do mundo, não importando quem os fabricou.

Para o designer, a vantagem é enorme: ele ganha um assistente virtual superpoderoso dentro da ferramenta que já está acostumado a usar.

Como isso muda seu dia a dia

Essa mudança toda não afeta só o Vale do Silício, ela chega direto na sua rotina:

  • No trabalho: Tarefas chatas somem. Em vez de digitar planilhas ou pedir ajuda ao setor de TI, você pede para a IA organizar sua agenda ou cruzar dados de vendas.
  • No atendimento: Ligar para o banco ou plano de saúde deixa de ser sinônimo de fila. Sistemas com as melhores IAs do mercado integradas leem sua dúvida e resolvem o problema na hora.
  • No celular: Aplicativos ficam mais baratos (ou grátis), já que a barreira técnica caiu e qualquer um pode criar ferramentas úteis.

Por que isso é bom para você

A união entre ferramentas tradicionais e as IAs de ponta democratiza a tecnologia. Qualquer pessoa ganha tempo e dinheiro.

Sem precisar ser um especialista em computadores, você pode usar essas ferramentas para organizar as finanças de casa, alavancar vendas online ou até criar designs profissionais.

As empresas vão precisar de pessoas que saibam conversar com essas máquinas, criando a profissão do “ajudante de automação”. A dica de ouro? Não tenha medo da tecnologia. Comece hoje testando comandos simples nas IAs disponíveis. Quem aprende a usar esses “motores” primeiro, sai ganhando em qualquer profissão.

Search Box

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.