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Inteligência Cotidiana

O fator humano na era da IA: da teoria no SP Innovation Week à prática no SENAI

Desafios e oportunidades para profissionais na era digital

Inteligência Cotidiana|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A palestra de Marcelo Gleiser na São Paulo Innovation Week destacou a capacidade humana de contar histórias, diferenciando-nos da Inteligência Artificial.
  • A automação exige uma redefinição de papéis profissionais, como engenheiros e designers, que devem atuar de maneira crítica e curatorial, respectivamente.
  • A parceria entre SENAI e Adobe inaugurou a primeira sala de IA criativa no Brasil, preparando alunos para o futuro do trabalho ao integrar ferramentas de IA no ensino.
  • O foco deve ser o desenvolvimento de habilidades humanas essenciais, como pensamento crítico e curadoria, em vez de competir com máquinas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

SP Innovation Week Arquivo pessoal

Durante a São Paulo Innovation Week, a palestra “Mentes brilhantes não pensam igual”, do físico Marcelo Gleiser, trouxe um ponto de inflexão fundamental: o que diferencia o ser humano de outras espécies é nossa capacidade de contar histórias — habilidade que deu origem à religião, à ciência e à filosofia.

No entanto, pela primeira vez na história, uma criação humana (a inteligência artificial) também pode criar narrativas, tornando a percepção entre o que é real e o que é ficcional cada vez mais difícil.


Nesse cenário de avanço tecnológico, Gleiser aponta que o contato humano é o nosso grande diferencial. Com a automação acelerada substituindo profissionais em diversas áreas, surge uma necessidade urgente para o futuro do trabalho: a diversificação e a versatilidade na formação de novos profissionais.

A mudança de papéis: o humano como curador

IA em Produção: Da prova de conceito aos resultados - Flávia Nascimento (CESAR) Arquivo pessoal

Essa necessidade de reinvenção ecoa perfeitamente as lições compartilhadas em outra apresentação do SP Innovation Week, conduzida por Flávia Nascimento, Diretora Executiva do CESAR. Ela destacou que a falha na adoção de IA não é uma questão tecnológica, mas sim uma questão do modelo operacional.


A Inteligência Artificial exige uma redefinição clara de papéis nas equipes. O engenheiro, por exemplo, passa a atuar como um revisor crítico, enquanto o designer transita da função de “construtor de artefatos” para a de “curador”.

Além disso, a palestrante ressaltou que, quando se trata de IA, “o contexto é rei” (Context is King) e um processo iterativo sempre supera a tentativa de gerar tudo de uma única vez.


Empresas que usam a IA apenas como justificativa para cortar pessoal sofrem de “falta de imaginação”, pois o uso maduro da tecnologia não fecha portas, mas abre novas possibilidades para entregar mais e com melhor qualidade.

Preparando os profissionais do futuro: a iniciativa SENAI e Adobe

Mas como estamos preparando a próxima geração para essa realidade em que a máquina gera e o humano guia e cura? Um excelente exemplo prático é a recente inauguração da primeira sala dedicada à IA criativa no Brasil, fruto da parceria entre o SENAI São Paulo e a Adobe.


Nova sala SENAI/Adobe na unidade Theobaldo De Nigris, na Mooca, em São Paulo Divulgação SENAI/Adobe

Localizada na unidade Theobaldo De Nigris (na Mooca, em São Paulo), a sala coloca alunos de diversas modalidades — dos cursos técnicos à pós-graduação — em contato direto com o Firefly, a plataforma de IA generativa da Adobe.

Essa iniciativa ataca exatamente a dor apontada no SP Innovation Week sobre a necessidade de versatilidade na formação. Como destacou Rodrigo Domingueti, líder de educação na Adobe Brasil, a integração de ferramentas de IA ao ambiente educacional “acelera o desenvolvimento de habilidades essenciais para o mercado criativo atual”.

Tarefas que antes exigiam horas de trabalho manual rigoroso agora podem ser executadas em segundos com o auxílio da inteligência artificial.

Com as máquinas assumindo o trabalho pesado e repetitivo, os estudantes podem focar no desenvolvimento das competências que nos tornam humanos e indispensáveis: o pensamento crítico, o repertório, o contexto e a curadoria.

Concluindo... Seja refletindo sobre os limites da razão humana ou aprendendo a iterar com algoritmos generativos em uma sala de aula de ponta, a mensagem principal é clara: o futuro não é sobre competir com a máquina. É sobre usar a nossa humanidade para dar propósito e direção às novas tecnologias.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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