Bioinsumos brasileiros batem recorde e alcançam R$ 6,2 bilhões em 2025
Crescimento do mercado reflete adoção crescente de práticas sustentáveis e manejo integrado de pragas
O mercado brasileiro de bioinsumos atingiu R$ 6,2 bilhões em 2025, com 194 milhões de hectares tratados, segundo dados do CropData, da CropLife Brasil.
O crescimento de 28% na área aplicada reflete a maior adoção de soluções biológicas, impulsionada por práticas sustentáveis e pelo manejo integrado de pragas.
“Os bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam cada vez mais uma realidade no campo, é o que reflete a confiança do produtor rural no uso dessa tecnologia. Se observarmos o crescimento do triênio (2022-2024), nós já víamos um aumento na ordem de 15% ao ano. Já em 2025, houve um crescimento de 28% em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 194 milhões de hectares. O principal destaque que temos são os bionematicidas, que tiveram aumento de 60% em área tratada, adicionando 16 milhões de hectares no ano. Esse avanço mostra como a adoção vem sendo acelerada, principalmente em culturas de larga escala”, destacou Amália Borsari, diretora de bioinsumos da CropLife Brasil.
Entre os segmentos, biofungicidas lideraram em valorização, com alta de 41%, enquanto bioinseticidas representam 35% do mercado, com destaque para o controle de lagartas, percevejos e mosca-branca. Bionematicidas e inoculantes também avançaram, beneficiando culturas de soja, milho, algodão e cana.
“Quem acompanha a agricultura, sabe que o produtor enfrenta vários desafios como variabilidade de preço de commodities, de preço de produtos ou taxas de juros elevadas, que são desafios conjunturais da situação econômica e setorial do país. E existem desafios estruturais na produção, ligados à crescente pressão por soluções mais sustentáveis no campo. E os bioinsumos surgem exatamente nesse cenário, como uma tecnologia viável e integrada, para alcançar uma produção mais sustentável”, disse Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil.
Produtores de Mato Grosso e São Paulo lideram a adoção, com atenção especial à soja, milho e cana-de-açúcar. A utilização de bioinsumos não só aumenta a produtividade, como também contribui para a saúde do solo e a redução da pegada de carbono, reforçando a importância da agricultura digital e sustentável para o Brasil.
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