O novo desafio do milho brasileiro
Pragas e clima elevam o risco na safrinha e exigem manejo mais estratégico

O milho brasileiro chega ao seu dia, neste 24 de abril, entre números expressivos e sinais claros de alerta.
A safra 2025/26 avança com expansão de área, mas enfrenta um ambiente mais complexo — marcado pela pressão crescente de pragas e pela irregularidade climática, especialmente na segunda safra, responsável pela maior parte da produção.
A estimativa de produção recua, mesmo com mais área plantada, refletindo um cenário em que o potencial produtivo depende cada vez mais da execução no campo.
Em regiões-chave, a distribuição de chuvas já preocupa.
“Nós já observamos cenários mais desafiadores em estados como Goiás e Minas Gerais, principalmente pela dependência de chuvas em momentos decisivos. Se esse volume não se confirmar, pode haver impactos mais severos na produtividade”, apontou Heloisa Melo, gerente de produto e de soft commodities da Agroconsult.
Ao mesmo tempo, pragas como a cigarrinha-do-milho e o pulgão ampliam o risco. Além de reduzir o vigor das plantas, elevam o custo e a complexidade do manejo.
“A pressão de pragas e doenças, aliadas às variações climáticas, exige do produtor uma atuação mais estratégica. O monitoramento constante é essencial para identificar problemas no início e agir de forma mais eficiente”, afirmou Douglas Leme, gerente de marketing de cultivos e portfólio de milho da BASF Soluções para Agricultura.
Monitoramento e tecnologia ganham centralidade na produtividade. Soluções como o inseticida Efficon, da BASF, e plataformas digitais como o xarvio avançam no apoio ao manejo.
“A agricultura está cada vez mais orientada por dados, e o produtor precisa de ferramentas que tragam previsibilidade para a tomada de decisão. Com o Xarvio, conseguimos cruzar diferentes variáveis da lavoura e indicar, com antecedência, os momentos de maior risco, permitindo uma atuação mais precisa e eficiente, especialmente em momentos de crises climáticas e de alta pressão com pragas e doenças”, ressaltou Mariana Alves Borges, gerente técnica de vendas.
Mais do que potencial produtivo, o milho passa a exigir precisão. E, no campo, isso define quem consegue sustentar resultado em um cenário cada vez mais desafiador.
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