Quando a Indicação Geográfica passa a ser estratégia no agronegócio
Evento em Gramado discute futuro dos produtos de origem no Brasil
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O avanço das Indicações Geográficas (IGs) revela uma mudança de posicionamento: produtos deixam de competir apenas por escala e passam a disputar espaço por identidade, qualidade e história. É um movimento silencioso, mas estratégico, que reposiciona o papel do agronegócio brasileiro no cenário internacional.
As discussões em torno do acordo entre Mercosul e União Europeia ampliam a pressão por padrões mais claros de qualidade, rastreabilidade e origem — critérios que já fazem parte da lógica de consumo em mercados mais maduros.
Nesse contexto, produtos com identidade territorial certificada deixam de ser nicho e passam a ocupar um espaço mais relevante na agenda de competitividade.
O Connection Terroirs do Brasil 2026, realizado pela Rossi & Zorzanello e pelo Sebrae, reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros entre os dias 10 e 13 de junho, em Gramado (RS).
No centro do debate estará o futuro das Indicações Geográficas no país — tema que dialoga diretamente com a abertura de mercados e a valorização de produtos com origem certificada.
Um dos convidados do evento é o pesquisador Jean-Louis Le Guerroué, professor da Universidade de Brasília e especialista em Indicações Geográficas e desenvolvimento sustentável de territórios.
“As Indicações Geográficas representam muito mais do que um selo. Elas carregam história, identidade e desenvolvimento para os territórios. O Connection é um movimento que promove o reconhecimento desses produtos e das pessoas por trás deles”, afirma Eduardo Zorzanello.
Na prática, o avanço das IGs acompanha uma mudança mais ampla no perfil do produtor e do consumidor.
De um lado, cresce a profissionalização no campo, com maior atenção à qualidade, rastreabilidade e diferenciação. De outro, mercados consumidores passam a valorizar atributos que vão além do preço — como procedência, sustentabilidade e identidade cultural.
O Brasil ainda está em fase de consolidação desse modelo, mas o potencial é evidente. No fim, o que está em jogo não é apenas certificação. É posicionamento.
E, nesse novo cenário, a origem deixa de ser detalhe — e passa a ser ativo estratégico.
Os ingressos estão disponíveis no site oficial: https://www.connectionexperience.com.br/
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