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Pesquisa amplia avaliação de tecnologias para o manejo da soja

Estudo realizado em oito estados mostra diferenças importantes no desempenho de tecnologias e reforça a necessidade de estratégias adaptadas a cada região

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Pesquisa revela diferenças regionais no manejo de doenças da soja Foto cedida: Ministério da Agricultura e Pecuária

As diferentes condições de clima, solo e pressão de doenças podem mudar a resposta da soja às tecnologias de manejo. Um estudo feito com 21 ensaios em oito estados buscou justamente compreender essas variações.

O Mundo Agro conversou com Fabrício Porto, gerente de Inovação e Qualidade da Satis, sobre os resultados e os principais aprendizados da pesquisa.


Fabrício Porto, gerente de Inovação e Qualidade da Satis Foto cedida: Satis

Mundo Agro: O que levou a Satis a estruturar, pela primeira vez, uma rede nacional com 21 ensaios em oito estados, em vez de concentrar a avaliação do produto em poucas áreas experimentais?

Fabrício Porto: A Satis ela sempre teve investimentos em pesquisa de desenvolvimento mas sempre esses direcionamentos eles foram muito regionalizados. Às vezes a gente fazia algumas redes de ensaio, mas com três, quatro ou cinco locais. Então apareceu a oportunidade de a gente fazer isso através da rede de ensaio da Embrapa para que a gente possa de fato ter uma confiança maior e ver como é que é o desempenho dos produtos em diferentes condições ambientais em diferentes condições climáticas.


Mundo Agro: Os resultados mostraram diferenças importantes entre as regiões, inclusive no ganho de produtividade. O que essas variações revelam sobre a influência de clima, solo e pressão de doenças na resposta da soja ao manejo?

Fabrício Porto: A gente consegue enxergar os resultados e perceber que a influência do clima, a influência do solo e também da pressão de doenças é muito variável para cada região. Então, apesar do ensaio ter sido conduzido em 21 locais, o nível de doenças detectadas em cada um desses locais foi muito diferente. Então, a gente teve apenas sete locais que tinham a detecção de ferrugem, outros locais, seis, cinco locais que tiveram mancha-alvo. Então, isso vai variando muito para cada região. Então, a gente muitas vezes consegue ver e fazer também essa análise, como é que é o desempenho do produto exclusivamente naquela região ou até mesmo fazer uma análise de como é que foi o clima no ano desse ensaio para entender por que não teve a doença ou por que a doença teve e teve às vezes uma pressão um pouco maior. Entender muito bem o desempenho dos produtos nessas diferentes condições.


Mundo Agro: Os ensaios apontaram redução de doenças como ferrugem, mancha-alvo e doença de final de ciclo. Na prática, como esses resultados podem ajudar o produtor a tomar decisões mais eficientes dentro de um programa de manejo?

Fabrício Porto: A tendência agora é que a Satis continue executando ensaios dessa maneira, principalmente com produtos novos para que a gente possa enxergar de fato o desempenho desses produtos e também avaliar nessa rede de ensaios outros posicionamentos, outras épocas de aplicação, outras misturas e também até mesmo dosagens para que a gente possa chegar para o produtor rural com um resultado e com uma informação que seja relevante e que agregue valor ao negócio dele. E com uma segurança por trás disso, que são todas as instituições muito bem reconhecidas, muito bem renomadas e que esse trabalho também é conduzido sob supervisão da Embrapa. Então isso traz uma garantia e uma segurança muito forte para nós da Satis enquanto os resultados para poder posicionar os nossos produtos da melhor maneira.


Mundo Agro: A pesquisa manteve na análise tanto resultados favoráveis quanto desfavoráveis. Por que essa abordagem é importante e o que os resultados que não confirmaram o desempenho esperado ensinam ao produtor?

Fabrício Porto: A importância da gente ver na pesquisa de resultados tanto desfavoráveis quanto desfavoráveis é que a gente mostra que o produto de fato ele tem o seu desempenho e que a pesquisa é de conduzida de uma maneira séria. Principalmente os locais onde é que a gente observou que o produto não teve um desempenho tão positivo assim foram locais onde a condição por exemplo climática ela também favoreceu muito o desempenho da cultura. Então a gente sempre fala que para controle de doenças a gente está evitando de perder produtividade e o uso de produtos fitossanitários é mais ou menos nessa mesma ótica. Então a gente usa produtos fitossanitários não para aumentar a produtividade mas para reduzir a perca dela. Então quando você tem condições climáticas que são muito favoráveis o efeito desses produtos fitossanitários acaba.

Mundo Agro: Diante da pressão crescente por produtividade e estabilidade, qual é o principal aprendizado dessa primeira rede nacional de ensaios e quais caminhos de pesquisa a Satis pretende seguir a partir desses resultados?

Fabrício Porto: Os resultados, eles mostram esse maior controle, principalmente quando a gente olha isso de forma regionalizada, e isso é muito bom para o produtor, porque efetivamente, se você tem um maior controle de doenças, a tendência é que a produtividade possa ser maior, e no final das contas é o que de fato importa para o produtor rural.

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