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Três medalhas de ouro colocam azeites catarinenses em destaque internacional

Quinta do Vienzo celebra reconhecimento na EVOO IOOC e aposta na qualidade para consolidar Santa Catarina como referência no setor

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Azeite catarinense Vienzo volta a figurar entre os melhores do mundo Foto cedida: Quinta do Vienzo

A produção brasileira de azeite de oliva extravirgem conquista cada vez mais espaço entre os melhores do mundo.

A Quinta do Vienzo, de Rancho Queimado (SC), recebeu três medalhas de ouro na EVOO IOOC (Extra Virgin Olive Oil International Olive Oil Contest), uma das mais prestigiadas competições internacionais do setor.


O resultado reconhece os três rótulos inscritos pela empresa e reforça o potencial da olivicultura catarinense, atividade que vem ganhando força no Sul do país.

Em entrevista ao Mundo Agro, os produtores Patrícia e Jester Macedo explicam como a busca contínua por qualidade contribuiu para a conquista, falaram sobre os desafios de produzir azeite no Brasil e avaliaram as perspectivas para consolidar Santa Catarina como referência nacional em azeites de alta qualidade.


Patrícia e Jester Macedo, da Quinta do Vienzo Foto cedida: Quinta do Vienzo

Mundo Agro: A Quinta do Vienzo acaba de conquistar três medalhas de ouro em um dos mais importantes concursos internacionais de azeite. O que esse reconhecimento representa para a marca e para a olivicultura catarinense?

Patrícia e Jester Macedo: Representa principalmente que estamos no caminho certo. No ano passado foram 2 medalhas de ouro e, este ano, resolvemos submeter nossos 3 rótulos para o evento, e os 3 foram premiados com medalha de ouro.


Mundo Agro: Os azeites premiados foram avaliados por especialistas de diversos países. Na opinião de vocês, quais características dos produtos da Quinta do Vienzo fizeram a diferença para conquistar esse resultado?


Patrícia e Jester Macedo: Significa que nossos padrões de qualidade estão atendendo às maiores expectativas de especialistas ao redor do mundo. O nosso maior foco sempre foi em qualidade, produtos com aromas e sabores diferenciados, mesmo que isso impacte diretamente no volume produzido.

Mundo Agro: Essa não é a primeira premiação internacional da marca. Como a experiência acumulada ao longo dos anos contribuiu para elevar a qualidade dos azeites produzidos em Rancho Queimado?

Patrícia e Jester Macedo: Cada ano que passa, ganhamos experiência no cultivo das oliveiras e no nosso processo de extração do azeite de oliva extra virgem de excelência. Além disso, sempre estamos nos atualizando com as maiores referências nessa área e, com isso, percebemos que, ano após ano, nosso produto vem evoluindo para atender aos paladares mais exigentes.

Mundo Agro: Além da produção, a Quinta do Vienzo investe em visitas guiadas e na disseminação da cultura do azeite. Qual a importância de aproximar o consumidor do processo de produção e da análise sensorial do azeite extravirgem?

Patrícia e Jester Macedo: Cada vez mais, o consumidor quer entender a origem dos produtos e o que realmente está consumindo. Além disso, está ocorrendo uma evolução do paladar do consumidor brasileiro, buscando cada vez mais informações sobre como o produto é produzido, formas de consumo e o impacto na saúde. E nossas visitas guiadas têm exatamente esse propósito de disseminar informações sobre o universo do azeite de oliva.

‎Mundo Agro: Vocês já afirmaram que o objetivo é consolidar Santa Catarina como referência em azeites de qualidade. Após mais essa conquista internacional, quais são os próximos passos da Quinta do Vienzo e quais perspectivas enxergam para o futuro da olivicultura no Estado?

Patrícia e Jester Macedo: A olivicultura e a produção de azeites de oliva em solo brasileiro são algo recente e os desafios ainda são enormes, principalmente na questão climática. Então será muito importante o envolvimento de órgãos de pesquisa para minimizar esses desafios. Santa Catarina tem potencial e capacidade para ser um player importante nesse mercado, e nós buscamos incorporar variedades de oliveiras para o desenvolvimento de azeites cada vez mais complexos.

Patrícia e Jester Macedo, da Quinta do Vienzo, na premiação na Itália Foto cedida: Quinta do Vienzo

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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