Icônica, Casa Bola abre pela primeira vez ao público, em São Paulo
Projetado em 1974 por Eduardo Longo, local foi morada do arquiteto por mais de 40 anos e abriga mostra que une arquitetura e design

A esfera seria apenas uma maquete que Eduardo Longo queria transformar em apartamento funcional.
A ideia, considerada ousada e genial até hoje, veio da necessidade de criar um prédio com unidades que, como quaisquer outras, teriam vizinhos, mas não seriam geminadas. Isso tudo idealizado no começo dos anos 70.
Décadas depois, em pleno 2026, a Casa Bola continua a ser referência em arquitetura e um ícone da paisagem paulistana. O terreno em forma de “T” está num dos endereços mais valorizados de São Paulo. Fica entre a avenida Faria Lima e a tradicional rua Amauri — e tem fundos para a rua Peruíbe.
“A casa é tão grandiosa que ocupa três bairros da capital paulista. Está localizada entre Jardim Europa, Jardim Paulistano e Itaim Bibi”, diz Filipe Assis, idealizador e fundador do projeto Aberto, que chega à sua quinta edição.
O protótipo da Bola foi construído, manualmente, em cinco anos. Chegou a ser embargado, mas ficou pronto em 1979. Tornou-se uma casa futurista com poucos móveis, branca por dentro e, por incrível que pareça, muito acolhedora.
“É uma mistura da casa dos Flintstones com a dos Jetsons”, define Eduardo Longo, em entrevista ao blog nesta terça-feira (3).




Dentro, a casa tem 100 metros quadrados e pode contar com até três quartos. Tem sala de estar, cozinha, sala de descanso com uma rede, mesa de jantar e uma bela entrada.
O sonho de fazer um prédio com apartamentos em formato de bola continua presente.
Abaixo, o arquiteto nos explica o que imaginou ao criar.
Sobre a exposição
A Casa Bola abriga a exposição da plataforma Aberto, que, desta vez, reuniu 60 obras de artistas contemporâneos e instalações ao longo da avenida Faria Lima, na zona sul da cidade.
Noventa por cento das obras foram desenvolvidas para o projeto, com materiais mais futuristas e inovadores para acompanhar o universo do arquiteto — que está sendo homenageado em vida.
Nas outras edições, a mostra ocupou imóveis projetados por ícones como Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas, Tomie Ohtake e Chu Ming Silveira. No ano passado, teve uma edição em Paris.
Agora, as obras estão espalhadas pelo “gaiolão” de Eduardo Longo, um terreno comprado em 2007, que ele transformou em anexo da Casa Bola.
A curadoria principal é assinada por Filipe Assis, Claudia Moreira Salles e Kiki Mazzucchelli.
A exposição acontece entre os dias 8 de março e 31 de maio e será a maior desde a sua criação, em 2022.
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