A preocupação do Ibama com o peixe-leão e outras espécies invasoras no litoral brasileiro
Instituto autorizou pesca e comércio de peixe para conter avanço que afeta ecossistema brasileiro
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O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) decidiu emitir um alerta sobre o risco de peixes invasores nos litorais brasileiros. A ameaça é antiga no Brasil.
Em nova instrução normativa publicada este mês, o órgão abordou diversas espécies nocivas à biodiversidade nativa e ecossistemas associados, e autorizou o controle por meio de pesca, captura, abate e até o comércio, que pode ser feito por toda a população, sem restrições de quantidade, tamanho ou período do ano.
Uma das principais preocupações do Instituto são os peixes-leão (Pterois volitans), que começaram a bioinvasão pelo Caribe e hoje têm registros em toda a costa nordestina até o sul da Bahia. “A tendência é que a sua área de distribuição se amplie para o litoral do Sudeste e do Sul”, explicou.
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Para monitorar a situação, o Ibama tem mantido contato com pesquisadores de universidades federais e organizações não governamentais para compreender como estão ocorrendo as bioinvasões de organismos exóticos no litoral.
Segundo o Ibama, “em relação ao peixe-leão, existem dados científicos comprovando que ele é um predador voraz, consumindo mais de 100 espécies de presas diferentes”.
“Esta instrução normativa é importante porque deixa claro que peixes marinhos exóticos invasores são nocivos à biodiversidade nativa e ecossistemas associados, e que o controle (pesca, captura, abate e até o comércio) pode ser feito por todos, sem restrições quanto à quantidade, tamanho e período, desde que as pessoas sigam as regras do ordenamento pesqueiro para a modalidade de pesca praticada”, diz.
A instrução normativa também prevê a proibição da manutenção, criação, reprodução, transporte e comercialização de peixes marinhos exóticos invasores.
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