‘Emendas secretas’: funcionária alvo da PF segue ativa na Câmara com salário de R$ 25 mil
Mariângela Fialek, ex-assessora de Lira, foi denunciada por deputado ao STF; ele diz que ela segue na condução do sistema de emendas
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Mariângela Fialek, alvo da PF (Polícia Federal) em operação por fraudes de emendas parlamentares, continua lotada como funcionária comissionada da Câmara dos Deputados com salário bruto de R$ 25,9 mil, segundo valor mais recente do sistema de transparência da Casa.
O montante corresponde ao recebido no mês de maio, seis meses após ela ser investigada por suposta coordenação no orçamento secreto, que trata do desvio de emendas parlamentares em envios feitos diretamente a prefeituras e com poucos detalhes de rastreio.
A funcionária, conhecida como “Tuca”, trabalhou com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), e está oficialmente lotada na área de Infraestrutura e Patrimônio. Denúncia protocolada pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) afirma que ela mantém condução ligada a emendas.
A peça foi protocolada junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para avaliação do ministro Flávio Dino, e apresenta alerta de outros servidores.
“No dia 05 de maio e 12 de junho de 2026, fui informado por um servidor da Câmara, que prefere não se identificar, de que a investigada Mariângela Fialek continua a operar o esquema das emendas parlamentares”, afirmou Glauber em denúncia protocolada.
“As informações são de que a servidora está atendendo parlamentares e assessores para operacionalização das emendas de comissão”, emenda a peça. A apuração e possíveis desdobramentos ainda serão avaliados pela Corte.
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