Falta de voos faz com que Brasil envie avião para buscar presidente do Suriname
Governo brasileiro aproveitou deslocamento da aeronave para enviar ajuda humanitária ao país vizinho
R7 Planalto|Caroline Aguiar, RECORD
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A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, desembarca em Brasília, na tarde desta quarta-feira (27), numa aeronave da Força Aérea Brasileira. Ela chega ao Brasil para uma visita de Estado ao presidente Lula, marcada para quinta-feira (28). O governo brasileiro enviou uma aeronave para trazer a presidente surinamesa por causa da falta de voos comerciais que liguem os dois países.
Apenas as empresas Gol e Surinam Airways operam linhas diretas entre o Brasil e o Suriname. Cada uma delas tem dois voos semanais entre a capital Paramaribo e a vizinha Belém (PA). Deslocamento com duração de 1:50. Não há voos diretos entre Paramaribo e Brasília. A ausência da ligação fez com que o chanceler surinamês, Melvin Bouva, demorasse quase 20 horas para chegar a Brasília, após uma escala de oito horas em Aruba. Para evitar tal constrangimento à presidente, o Brasil decidiu mobilizar a Força Aérea.
Aproveitando o deslocamento da aeronave, o governo brasileiro enviou toneladas de medicamentos, vacinas e testes de covid-19 ao país vizinho. Jennifer Geerlings-Simons deixa o Brasil na madrugada de sexta para sábado, mas não precisará do apoio da FAB, já que seguirá para a República Dominicana, em voo comercial.
A conectividade aérea, terrestre e marítima entre os dois países é um dos assuntos a serem tratados na visita oficial. Também estão na pauta, temas de defesa, agricultura, políticas sociais e combate ao crime organizado.
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