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Horas trabalhadas x jornada 4x3: o que o PL realmente quer mudar na PEC 6x1

Partido de Bolsonaro faz aposta para eleições com proposta de três dias de folga, mas insiste em contratação por hora

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O PL, partido de Jair Bolsonaro, propõe uma jornada de trabalho 4x3, com três dias de folga a cada quatro trabalhados, visando as eleições.
  • Internamente, alguns membros do partido temem que a mudança para o modelo 4x3 possa "quebrar" o Brasil.
  • Apesar do discurso público, o partido realmente defende a contratação por horas trabalhadas e recebidas.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidirá se a proposta de pagamento por horas será incorporada à PEC durante a votação no plenário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PL quer emplacar mudanças na jornada 6x1 Vinicius Loures/Câmara dos Deputados - 26.05.2026

Pressionado pela popularidade da pauta sobre o fim da escala 6x1, apontada em pesquisas, o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou de estratégia na Câmara e passou a defender a redução em um modelo mais abrupto: 4x3, com três dias de folga a cada quatro trabalhados. Reservadamente, porém, uma ala da legenda admite que a avaliação interna é de que uma mudança desse tipo pode “quebrar” o Brasil.

O novo discurso mira as eleições. Parlamentares da oposição têm reclamado da pressão sofrida especialmente nas redes sociais de que seriam contra a redução de jornada.


Apesar do novo discurso público, o que o partido realmente defende desde o início das negociações e pretende insistir no plenário é a aprovação da possibilidade de pagamento por horas. “Se a gente conseguir aprovar horas trabalhadas e horas recebidas, tudo bem, vamos votar a favor da 5x2. Agora, se for rejeitada, a gente vai para a 4x3″, afirma um deputado crítico à 6x1 no partido.

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Ainda não há sinalização de que a proposta ligada às horas seja incorporada à PEC durante votação no plenário. A decisão compete ao presidente da Câmara, Hugo Motta.


Se ficar de fora, o PL promete manter o pedido pela 4x3 e nega possíveis acordos. “A gente não vai voltar atrás”, afirmou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) ao R7 Planalto.

Do lado governista, há avaliação de que o eventual plano poderia interferir o cronograma e atrasar a implementação da jornada de trabalho, por aumentar debates no Senado. Ainda assim, consideram que o partido ficou isolado com o pedido.

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