Horas trabalhadas x jornada 4x3: o que o PL realmente quer mudar na PEC 6x1
Partido de Bolsonaro faz aposta para eleições com proposta de três dias de folga, mas insiste em contratação por hora
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Pressionado pela popularidade da pauta sobre o fim da escala 6x1, apontada em pesquisas, o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou de estratégia na Câmara e passou a defender a redução em um modelo mais abrupto: 4x3, com três dias de folga a cada quatro trabalhados. Reservadamente, porém, uma ala da legenda admite que a avaliação interna é de que uma mudança desse tipo pode “quebrar” o Brasil.
O novo discurso mira as eleições. Parlamentares da oposição têm reclamado da pressão sofrida especialmente nas redes sociais de que seriam contra a redução de jornada.
Apesar do novo discurso público, o que o partido realmente defende desde o início das negociações e pretende insistir no plenário é a aprovação da possibilidade de pagamento por horas. “Se a gente conseguir aprovar horas trabalhadas e horas recebidas, tudo bem, vamos votar a favor da 5x2. Agora, se for rejeitada, a gente vai para a 4x3″, afirma um deputado crítico à 6x1 no partido.
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Ainda não há sinalização de que a proposta ligada às horas seja incorporada à PEC durante votação no plenário. A decisão compete ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
Se ficar de fora, o PL promete manter o pedido pela 4x3 e nega possíveis acordos. “A gente não vai voltar atrás”, afirmou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) ao R7 Planalto.
Do lado governista, há avaliação de que o eventual plano poderia interferir o cronograma e atrasar a implementação da jornada de trabalho, por aumentar debates no Senado. Ainda assim, consideram que o partido ficou isolado com o pedido.
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