Reciprocidade só deve ser resposta se negociações com EUA falharem, avaliam congressistas
Parlamentares que participaram da elaboração da lei não recomendam que o Brasil recorra à norma de imediato
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Congressistas que participaram da articulação para aprovar a Lei da Reciprocidade Econômica avaliam que o Brasil só deve recorrer ao mecanismo de retaliação contra os Estados Unidos caso fracassem as negociações para reverter as tarifas anunciadas pelo governo americano na semana passada.
Ouvidos pelo R7 Planalto, senadores e deputados defendem que a medida, que autoriza o país a adotar restrições comerciais equivalentes às impostas por outras nações, seja usada apenas como último recurso.
Pelas regras anunciadas pelos EUA, as tarifas adicionais, que podem chegar a 37,5% sobre uma série de produtos brasileiros, poderão ser negociadas até 15 de julho.
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Congressistas também são unânimes em afirmar que a condução das negociações compete ao governo federal.
“A reciprocidade é quando você esgota todas as fases de negociação. Eu acho que é claro que o Brasil vai ter que se esforçar um pouco mais nessa negociação. Sentar mais à mesa, ter paciência”, avalia a relatora da Lei da Reciprocidade no Senado, Tereza Cristina (PP-MS).
A posição é a mesma do presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS), e do senador Marcos Pontes (PL-SP). Os senadores fizeram parte de uma comitiva parlamentar que viajou aos Estados Unidos em 2025 para tentar eliminar o tarifaço de 50%. Ambos sugerem que a Lei da Reciprocidade não seja usada em um primeiro momento.
O presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA), afirmou ao R7 Planalto que o Brasil só deve discutir uma eventual retaliação após a confirmação de que as novas tarifas serão efetivamente aplicadas pelos Estados Unidos.
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