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Subsídio para energia solar salta 50% em um ano e pressiona conta de luz dos mais pobres

Montante chegou a R$ 210,87 mensais por unidade consumidora no primeiro semestre deste ano

R7 Planalto|Amanda Almeida, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O subsídio para energia solar aumentou 49,6% em um ano, atingindo R$ 210,87 mensais por unidade consumidora.
  • O aumento dos subsídios pressiona as contas de luz dos consumidores, impactando principalmente os mais pobres.
  • O crescimento da geração distribuída de energia solar preocupa o ONS devido ao risco de instabilidades e apagões.
  • O Sistema de Compensação de Energia Elétrica gera controvérsias, pois consumidores com geração própria não pagam integralmente todos os componentes tarifários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Subsídios pressionam conta de luz dos mais pobres Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O montante de subsídios suportados pelo conjunto dos consumidores a residências, comércios e indústrias que geram sua própria energia por painéis solares chegou a R$ 210,87 mensais por unidade consumidora no primeiro semestre deste ano. Dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mostram que o valor representa aumento de 49,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando essa média era de R$ 140,93.

O fenômeno preocupa o governo, pois os incentivos a essa modalidade, usada principalmente pela classes média e alta, são rateados nas contas de luz de todos os brasileiros e oneram principalmente os mais pobres. Além disso, o aumento da participação dessa modalidade na matriz elétrica gera instabilidades no sistema que podem levar a apagões.


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Entre janeiro e junho deste ano, os subsídios à geração distribuída somaram R$ 10,15 bilhões, ou R$ 1,69 bilhão por mês. Até o último dia 6 de julho, 8,02 milhões de unidades consumidoras recebiam energia produzida por sistemas de geração distribuída — daí a média de R$ 210,87 por unidade consumidora. Os dados consideram informações do Subsidiômetro da Aneel e do Painel de Geração Distribuída, também abastecido pela agência reguladora.

A expansão dos subsídios reflete expansão dos painéis solares pelo país, o que vem preocupando o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O órgão tem alertado para cenários de sobreoferta em horários de alta geração e baixo consumo, o que pode gerar apagões. Para reduzir os riscos causados pelo excesso de energia em períodos de baixo consumo, o ONS criou um plano emergencial que permite diminuir temporariamente a produção de usinas conectadas às redes de distribuição. Ele foi acionado pela primeira vez no feriado de Corpus Christi deste ano.


No espaço de um ano, o número de unidades consumidoras com painéis solares atendidas cresceu 17,8% (de 6,81 milhões para 8,02 milhões), enquanto o custo mensal dos subsídios suportado pelo universo geral de consumidores de energia aumentou 76,3% (de R$ 959,6 milhões para R$ 1,69 bilhão).

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