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Violência contra a mulher: ministra cobra estados que ainda não aderiram a acordo de cooperação

Oito governos estaduais ainda não fazem parte de acordo que compartilha dados sobre violência de gênero

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, cobra estados que não aderiram ao acordo de cooperação para troca de dados sobre violência de gênero.
  • Oito estados ainda não assinaram o acordo, que não requer investimento, e São Paulo está mais adiantado na tramitação.
  • Ministra enviou novo documento para incentivar adesão e participação em ações contra violência de gênero.
  • Desde a criação da cota para mulheres vítimas de violência, 143 foram contratadas, com destaque para o Distrito Federal, Rio de Janeiro e Piauí.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministra criticou falta de vontade política dos estados em aderir a integração de dados Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - 31.07.2025

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, cobrou nesta segunda-feira (22) os estados brasileiros que ainda não fazem parte do acordo técnico de cooperação que facilita a troca de dados e o andamento de denúncias de violência contra a mulher no âmbito do Ligue 180.

“Temos oito estados que infelizmente não assinaram [os acordos]. Eles estão em tramitação, mas a razão da demora da tramitação não fica claro, porque o acordo não requer investimento nenhum”, disse.


Veja estados não participantes:

  • Rio grande do Sul;
  • Minas Gerais;
  • São Paulo;
  • Paraná;
  • Rondônia;
  • Amazonas;
  • Espírito Santo; e
  • Goiás.

De acordo com apuração do R7 Planalto, destes estados, quem está mais adiantado no processo é São Paulo. A ministra enviou um novo documento nesta segunda cobrando a adesão e a vontade política de participar das ações do governo federal contra a violência de gênero.


Leia Mais

Vagas para vítimas de violência

Em fevereiro, a coluna mostrou que nove estados não fazem parte da Política de Cotas para Mulheres em Situação de Violência Doméstica em Contratações Públicas.

Desde que foi criada a cota para mulheres vítimas de violência, um total de 143 foram contratadas por meio da política pública. A unidade da federação com maior número de contratações é o Distrito Federal, seguido pelos estados do Rio de Janeiro e do Piauí.


Nove estados ainda não aderiram a medida que garante vagas para mulheres vítimas de violência Luce Costa/ Arte R7

O R7 Planalto também já mostrou que cinco anos depois de sancionada a lei nº 13.871/2019, que obriga os agressores de mulheres a pagarem pelos atendimentos das vítimas no SUS (Sistema Único de Saúde), o Ministério da Saúde “não possui registros de valores que tenham sido ressarcidos” e que comprovem a efetividade da norma legal.

O posicionamento foi recebido em resposta a pedido via Lei de Acesso à Informação feito pelo R7 Planalto. No documento, a pasta explicou que os procedimentos realizados em vítimas de violência doméstica são pagos conforme Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do Sistema Único de Saúde.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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