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Mamografia 2D ou 3D? Entenda a diferença e qual exame pode ser melhor para você

Chegamos ao Outubro Rosa e todas as atenções estão voltadas para a prevenção do câncer de mama

Saúde em Perspectiva|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O câncer de mama é o tumor maligno mais comum entre mulheres, com previsão de 78.610 novos casos anuais entre 2026 e 2028, segundo o INCA.
  • Mamografia anual a partir dos 40 anos pode reduzir a mortalidade por câncer de mama em 25% a 40%.
  • A mamografia 3D, ou tomossíntese, aumenta a detecção de cânceres invasivos em 40% a 50% em comparação com a mamografia 2D.
  • A tomossíntese utiliza mais radiação, mas os benefícios diagnósticos superam os riscos, e o desconforto é similar ao da mamografia tradicional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cuidado, prevenção e tecnologia lado a lado. A mamografia é uma ferramenta fundamental para identificar alterações precocemente e ampliar as chances de tratamento bem-sucedido. Microsoft CoPilot

O câncer de mama é o tumor maligno que mais acomete mulheres e, segundo o INCA, 78.610 novos casos surgirão por ano durante o triênio de 2026 a 2028. Mas, graças ao diagnóstico precoce, mesmo com o número de casos aumentando, o número de mortes diminuiu consideravelmente, se comparado com o início deste século.

A tecnologia vem proporcionando a detecção de células alteradas e massas anormais muito antes de poderem ser vistas pelo olho humano e antes de aparecerem os sinais e sintomas. Mas a maior aliada das mulheres e que vem vencendo essa batalha é mesmo a mamografia.

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A realização da mamografia anualmente por todas as mulheres acima dos 40 anos pode reduzir a mortalidade por câncer de mama em 25% a 40% naquelas que seguem as recomendações, segundo a SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia).

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Mas, como a tecnologia também avançou nos exames de imagem, pode surgir uma dúvida: fazer a mamografia 2D ou mamografia 3D pode trazer diferença nessa detecção precoce?

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A resposta é sim. Mas os estudos de redução de mortalidade não levaram em conta, ainda, essa diferença.

Para comparar as mamografias – 2D ou 3D –, vamos pensar em olhar um livro: a mamografia tradicional é como olhar a capa fechada, com tudo sobreposto numa única imagem. Com certeza, lesões e microcalcificações podem já ser detectadas ali.

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A mamografia 3D, também chamada de tomossíntese, “folheia” as páginas do livro. Ela mostra o tecido mamário em camadas finas. E, por isso, ela ajuda a reduzir a sobreposição de estruturas da mama, que podem ocultar lesões por debaixo, e facilita a detecção de alterações, principalmente em mamas densas – e mais jovens.

A análise comparativa entre a tomossíntese mamária digital e a mamografia 2D revela que a tomossíntese aumenta a taxa de detecção de cânceres invasivos, mesmo que iniciais, em 40 a 50% em comparação com o método tradicional e reduz também as taxas de cânceres detectados no intervalo recomendado entre exames – que, na maioria das vezes, é de um ano. Essas informações foram apresentadas por uma meta-análise de vários trabalhos publicada em 2024 na European Radiology e em um estudo com 99.689 participantes publicado em 2023, na Radiology.

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Outubro Rosa Moriah Divulgaç

No entanto, os estudos mostram que, na detecção de microcalcificações, frequentemente associadas ao carcinoma ductal in situ, um tipo menos comum, ambas as técnicas se apresentam equivalentes, devido à natureza e formato das calcificações. A Dra. Vivian Ogata, radiologista especialista em mama no Hospital Moriah, só alerta que os carcinomas ductal in situ têm alto potencial em se tornarem um carcinoma invasivo – aquele que pode invadir outros tecidos, gerando metástase.

Em outro artigo, publicado no JAMA (Journal of American Medical Association), o uso da tomossíntese em conjunto com a mamografia digital 2D supera o exame tradicional isolado em termos de eficácia no diagnóstico. O estudo documenta claramente um aumento na detecção de cânceres invasivos e uma diminuição nas taxas de chamada para exames adicionais (recall), estabelecendo a tomossíntese e, ainda, a combinação dos dois métodos, como uma modalidade superior para a detecção precoce do câncer de mama na população.

A mamografia utiliza pouca radiação para fazer as imagens. “Por ter mais fotos, a tomossíntese utiliza mais radiação do que a mamografia. Em média, uma tomossíntese utiliza o dobro de radiação da mamografia, mas, ainda assim, isso é pouca radiação. E os benefícios diagnósticos superam em muito os potenciais malefícios dessa radiação utilizada”, esclarece a Dra. Vivian.

Quando falamos em mamografia, todas as mulheres acabam se lembrando de um exame doloroso. Até as que nunca fizeram o exame afirmam ter medo dele. Para isso, é importante frisar que o desconforto tanto da tomossíntese quanto da mamografia tradicional é o mesmo. E esse desconforto tem muito mais a ver com a sensibilidade de cada mulher.

“A mamografia e a tomossíntese precisam comprimir a mama, porque o mecanismo de formação da imagem é o mesmo nos dois exames: comprimir a mama para que essa pouca radiação consiga atravessar toda a espessura dos tecidos”, afirma a médica.

Mas esse desconforto anual – que não é igual para todas – salva vidas. E, com o avanço da tomossíntese, a tendência é que mais mulheres tenham seus cânceres diagnosticados cedo o suficiente para que o tratamento seja eficiente e muito menos traumático.

Não perca tempo. Agende seu exame!

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