EUA e China entram em acordo sobre o TikTok durante encontro na Espanha
Representantes dos países negociam guerra comercial; aplicativo chinês poderia parar de funcionar nesta quarta-feira (19) em território norte-americano
Conexão Record News|Do R7
Representantes da China e dos Estados Unidos estão em Madri, na Espanha, para negociar a guerra comercial. Segundo Donald Trump, a reunião desta segunda-feira (15) ocorreu muito bem. O presidente ainda anunciou que os países fecharam um acordo sobre uma certa empresa que os jovens americanos queriam muito salvar. Trump não revelou qual é a empresa, mas os países tentavam resolver o impasse envolvendo o TikTok.
Logo depois, o secretário do Tesouro americano informou que os países definiram uma base para um acordo sobre o aplicativo. Os EUA pediam que a plataforma fosse desvinculada da empresa chinesa ByteDance, sob alegações de espionagem. Caso um acordo não fosse alcançado, o TikTok poderia parar de funcionar em território norte-americano na quarta-feira (17).
Em entrevista ao Conexão Record News, Bruno Pasquarelli, doutor em ciência política e professor, falou sobre a questão: “A questão da rede social, do TikTok, acaba sendo uma forma também do Donald Trump mostrar para o seu público que ele está, de certa forma, impedindo o controle da China, porque ele coloca uma porcentagem de empresas norte-americanas, de pessoas dos Estados Unidos controlando o TikTok, então isso traz uma importância para o seu público, e o Xi Jinping mostrando também uma certa autonomia da rede social em território norte-americano”.
Para o especialista, republicanos e democratas “têm realmente uma visão muito semelhante" em relação a Pequim. "Claro que as estratégias para combater a inserção chinesa são diferentes. O Trump acredita muito mais nas tarifas, não necessariamente essa é visão dos democratas, mas existe realmente um inimigo, digamos assim, comum que ambos democratas e republicanos consideram que é a questão da China”, argumentou.
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