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Eventos extremos mostram que mudanças climáticas causam preocupação na relação com a natureza

Com a intensificação dos eventos extremos, o monitoramento acaba se tornando um pouco mais complexo quando ocorrem situações sem precedentes

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Gabriela Di Giulio, vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados da USP, e Pedro Camarinha, pesquisador em Mudanças Climáticas, Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)
Gabriela Di Giulio, vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados da USP, e Pedro Camarinha, pesquisador em Mudanças Climáticas, Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)

As mudanças climáticas têm potencializado eventos extremos em diversas regiões do país, secas, chuvas e aumento da temperatura são uma preocupação para pesquisadores que ressaltam a importância de os seres humanos repensarem a forma como entendem e se relacionam com a natureza.

“Urbanizamos nossas cidades e investimos em processos de crescimento dos centros urbanos, considerando muito pouco a importância, a relevância de corredores ecológicos, de arborização urbana, de manutenção e preservação dos rios, córregos, nascentes”, destaca Gabriela Di Giulio, vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados da USP.

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Gabriela Di Giulio diz que “até agora persistimos no modelo desenvolvimentista de uma relação bastante baseada na extração, no uso dos recursos naturais de uma forma bastante predatória e precisamos mudar esse paradigma e investir em uma relação com a natureza baseada no cuidado, no reconhecimento de que a natureza, a biodiversidade, os entes mais que humanos são tão importantes quanto nós”.

Com a intensificação dos eventos extremos, o monitoramento acaba se tornando um pouco mais complexo quando ocorrem situações sem precedentes e enviar alertas para as defesas civis para que se antecipem nem sempre é possível, pois os eventos que antes eram raros têm se tornado mais frequentes.

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) possui tecnologia e infraestrutura para enviar alertas de desastres que podem ser causados por chuvas, como enxurradas, alagamentos, inundações e deslizamentos de terra.

O pesquisador em Mudanças Climáticas, Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação do Cemaden, Pedro Camarinha, explica que a todo momento eles têm dados a respeito de chuva, dados de satélite, de radares meteorológicos muito semelhantes aos utilizados para detectar aviões, que foram construídos na Segunda Guerra.

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“Temos esses radares à nossa disposição para identificarmos onde existe chuva em tempo real, sensores espalhados pelo Brasil todo e tudo isso tem um custo alto, grande parte do Cemaden hoje em dia é focado só para manutenção dessa rede observacional que nos permite detectar esses eventos e junto com uma série de outras informações de vulnerabilidade, suscetibilidade das regiões, emitir esses alertas”, destaca Camarinha.

Gabriela salienta que “as mudanças climáticas devem ser compreendidas como a dimensão mais grave, urgente e profunda dessa crise socioambiental que enfrentamos desde o século passado, mas que se intensifica particularmente nessas duas décadas desse século”.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h30. A Record News é sintonizada pelos canais de TV fechada 55 Vivo TV, 78 Net, 32 Oi TV, 14 Claro, 19 Sky e 134 GVT, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil. 

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