Entenda como o Brics pode ser alternativa para o Brasil em meio à guerra comercial com os EUA
José Luiz Niemeyer destaca potencial comercial de Índia e China, além de enfatizar a importância geopolítica da África do Sul para o Brasil
Jornal da Record News|Do R7
Durante reunião do grupo Brics nesta segunda-feira (8), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva criticou o protecionismo dos Estados Unidos, chamando-o de "chantagem tarifária". Ele propôs maior cooperação entre os países do bloco como alternativa.
Em entrevista ao Jornal
da Record News, o professor José Luiz Niemeyer, do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) do Rio de Janeiro, afirmou: "O produto interno bruto de China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil, juntos, dá quase o mesmo produto interno bruto dos Estados Unidos da América."
Embora os EUA sejam um parceiro histórico do Brasil, especialmente nos setores de produtos industrializados e do agronegócio, Niemeyer sugere diversificar parcerias comerciais como forma de enfrentar a fragmentação das relações internacionais.
"Uma das opções são os países dos Brics. Não à toa, todos eles são países muito grandes, com consumo interno expressivo e populações, em alguns casos, enormes, como a Índia e a China, o que os torna mercados potenciais muito relevantes. Além disso, alguns desses países têm importância estratégica por estarem localizados em regiões-chave. A África do Sul, por exemplo, situada no continente africano, é sempre uma opção relevante na política externa brasileira. Rússia e China, cada vez mais, criam uma aliança geoeconômica, da qual o Brasil pode participar de forma mais ativa.", explica o professor
Ele vê os mercados da China e da Índia como uma oportunidade para a expansão comercial brasileira dentro do bloco. Ele também destacou a importância geopolítica da África do Sul para a política externa brasileira.
Niemeyer vê a crítica de Lula à governança global, durante sua presidência temporária no bloco, como um movimento estratégico contra a hegemonia americana estabelecida desde a Segunda Guerra Mundial. O professor observa ainda que tensões anteriores podem ter influenciado decisões dos EUA sob o governo Trump contra parceiros como o Brasil. Para ele, as mudanças nas hierarquias globais ficam evidentes com a ascensão econômica dos Brics.
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