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'Cenário muito positivo', diz especialista sobre cessar-fogo entre Irã e Israel anunciado por Trump

Pelas redes sociais, presidente americano comemorou fim da guerra de 12 dias; governos iraniano e israelense não se pronunciaram

News das 19h|Do R7

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O News das 19h desta segunda-feira (23) convidou Natalia Fingermann, professora de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) para analisar o cessar-fogo entre Irã e Israel, anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em suas redes sociais.

"Se, de fato, isso for implementado pelo governo de Israel e pelo governo do Irã, me parece que é um cenário muito positivo e resolve, pelo menos temporariamente, as tensões no Oriente Médio", opina Natalia. Ela lembra que, até o momento da entrevista, os governos israelense e iraniano ainda não confirmaram o fim dos combates.

Nesta segunda (23), o Irã atacou uma base militar dos Estados Unidos no Catar em retaliação à ofensiva norte-americana contra instalações nucleares iranianas no fim de semana. Segundo Natalia, essa resposta do regime iraniano já indicava que o país do Oriente Médio sinalizava esfriar as tensões. "Ele [Irã] tinha outras opções, como o fechamento do estreito [de Ormuz], que foi aprovada pelo parlamento iraniano, mas adotou uma postura comedida, mais simbólica, com esse objetivo de apaziguar e acalmar a situação regional", argumenta.

Natalia aponta que dois países tiveram um papel importante para que o Irã não escalonasse a guerra. Um deles seria a Rússia, e o outro, o Paquistão, que também tem ogivas nucleares e uma proximidade histórica com os iranianos. "O Paquistão é um país que teve um papel indireto, não tão direto quanto a Rússia, nessa decisão de esfriamento nas tensões entre Irã e Israel", aponta.

A professora de Relações Internacionais também analisou o ganho político de Trump com o cessar-fogo. Ela acredita que parte da base do republicano volta a apoiá-lo por ser contrária a investimentos militares dos Estados Unidos em outros países. A especialista lembra, porém, que o presidente atacou uma base nuclear iraniana sem a autorização do Congresso, o que é inconstitucional nos EUA, e Trump precisará lidar com esse fato.

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