Caso Eduardo: PMs e família participam nesta sexta de reconstituição de morte no Alemão
Reconstituição será realizada por agentes da Divisão de Homicídios
Rio de Janeiro|Do R7

A reprodução simulada da morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira será realizada por agentes da DH (Divisão de Homicídios), nesta sexta-feira (17), a partir das 10h. A criança de dez anos foi atingida por uma bala de fuzil na cabeça no Complexo do Alemão no dia 2 deste mês.
A reconstituição do crime contará com a participação de policiais militares que estavam no momento da morte e da família de Eduardo.
Segundo a Polícia Civil, nesta sexta também irá ocorrer a reconstituição das mortes de Elizabeth Alves de Moura Franciscoe do capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Nova Brasília.
De acordo com a polícia, a intenção é recriar o ambiente do momento em que Eduardo foi assassinado. A reconstituição contará com a participação de 120 agentes. Eles vão confrontar as informações colhidas nos depoimentos.
Segundo o defensor público do caso, Fábio Amado, a família de Eduardo também vai participar da reprodução. Segundo Amado, o depoimento do PM suspeito de ter efetuado o disparo contra o menino apresenta muitas contradições.
Na quarta-feira (15), a mãe do garoto afirmou que vai processar o líder do AfroReggae, José Júnior, por causa de um texto, divulgado em rede social. Nele, o presidente da ONG diz que Eduardo "era bandido". Ele foi morto com um tiro na cabeça enquanto brincava na porta de casa.
José Júnior afirmou na quinta que houve uma “distorção” na mensagem que ele escreveu no Facebook após a morte de Eduardo. O texto divulgado por José Júnior na noite de domingo (12) afirmava que “esse menino segundo informações era bandido. Provavelmente se fosse bandido poderia ter matado um policial se tivesse oportunidade”.
Relembre os casos
O menino Eduardo de Jesus Ferreira foi baleado quando estava sentando na porta de casa mexendo no celular, no dia 2 de abril, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio
Elizabeth Alves, de 41 anos, morreu um dia antes de Eduardo, quando estava dentro de casa, também no Alemão, e foi atingida no pescoço por uma bala perdida.
O comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Nova Brasília, Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, morreu em setembro do ano passado após ser atingido por um tiro no tórax durante um confronto com suspeitos de tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.















