Pai e mãe de Kathlen Romeu criticam lentidão de investigações um ano após morte
Luciano e Jacklline lamentaram crime contra filha, baleada durante ação policial no Complexo do Lins, em 8 de junho de 2021
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio

O pai e a mãe de Kathlen Romeu, jovem baleada há um ano no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro, falaram sobre a morte da filha e criticaram a lentidão das investigações sobre o crime.
"É doloroso e decepcionante. A quem interessa essa letargia, essa morosidade? É porque foi um agente do estado? Minha filha era honesta, correta, ia ser mãe. A arma que ela portava era um filho no ventre", disse Jacklline Oliveira.
Já Luciano Santos, pai da jovem, afirmou que grande parte das provas foram obtidas por pessoas ligadas à Kathlen, e não pelos investigadores. Ele foi responsável por apresentar à Justiça um vídeo que mostra PMs fazendo alterações no local do homicídio. "Se eu não tenho culpa, qual a finalidade de fraudar a cena do crime?", questionou.

O casal também falou sobre a saudade que sente de Kathlen e relatou que os pertences da filha e do bebê que ela carregava foram preservados.
"Tem hora que eu penso que estou num pesadelo, que vou acordar e ela vai entrar pela porta. Mal entro no quarto dela. As coisas estão como ela deixou, esperando ela voltar, mas ela não vem", disse o pai.
A madrinha de Kathlen, Monique Messias, afirmou que o crime "acabou com a vida" da família e lamentou que os sonhos da jovem tenham sido encerrados pelo que considerou despreparo dos policiais militares.
Amigos e familiares de Kathlen organizam um ato político e cultural no Complexo do Lins, no próximo sábado (10), para relembrar o crime e pedir justiça para a jovem.
Até o momento, apenas uma audiência sobre o caso foi realizada, em maio deste ano, pela Justiça de Auditoria Militar, que julga a conduta dos policiais envolvidos na ação que vitimou a grávida. Cinco agentes se tornaram réus após serem denunciados pelo Ministério Público do Rio por fraude processual e falso testemunho.
A DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) também investiga o homicídio de Kathlen e afirmou que o inquérito está em fase de conclusão. Já o MP afirmou que aguarda o relatório policial para seguir com o processo.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















