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Bebê de três meses morre após três atendimentos em UPA de Canoas. Família faz B.O

Polícia investiga suposta negligência médica na UPA Boqueirão

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um bebê de três meses, Lucas Gabriel, morreu após ser diagnosticado na UPA Boqueirão, em Canoas.

  • A criança foi inicialmente diagnosticada como gripe, sem exames físicos adequados, e liberada para buscar outro atendimento.

  • Após ser reenviado para a UPA, recebeu um diagnóstico incorreto de cólica, e medicamentos inadequados foram prescritos.

  • A polícia investiga suspeitas de negligência médica, e a profissional responsável pelo último atendimento foi afastada temporariamente.

 

Em Canoas, a polícia investiga as circunstâncias da morte de um bebê de três meses numa Unidade de Pronto Atendimento. Lucas Gabriel tinha apenas três meses de vida. No dia 12 de agosto, foi levado até a UPA Boqueirão, em Canoas, na Região Metropolitana, com dificuldade para respirar. "O primeiro atendimento nem quis dar receita, olhou ele pelo computador e falou que era gripe", relata a mãe, Bruna Miranda Fagundes.

A criança recebeu alta, mas a mãe foi orientada a procurar um hospital. Ela foi até duas instituições, mas não conseguiu atendimento para o filho. A família voltou para a UPA, e o bebê foi avaliado novamente, desta vez com outro diagnóstico. "Ali ela não examinou também, botou na maca e disse que era cólica, foi quando ela deu remédio de gente adulta", conta Bruna.


Bebê chega sem vida na manhã seguinte

O menino foi encaminhado mais uma vez para casa. Na manhã seguinte, a mãe percebeu que o bebê não estava respirando normalmente e correu de volta para a UPA. No boletim de ocorrência, a equipe médica registrou que o bebê chegou sem vida, mas a família afirma que manobras de reanimação foram realizadas por cerca de uma hora.


A certidão de óbito aponta como causa da morte infecção respiratória. A família acredita que houve negligência no atendimento e registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias da morte. "Primeiro era gripe, depois cólica e depois água nos pulmões. Não pediu raio-X, não prestou atenção... os dois médicos mal mexeram nele, olhando deram o diagnóstico", desabafa Bruna.

Profissional afastada

Em nota, a Prefeitura de Canoas informou que notificou a empresa gestora da UPA Boqueirão, para que se manifeste a respeito do caso. A pedido da administração municipal, a profissional que realizou o atendimento foi afastada em caráter temporário para apuração dos fatos.

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