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Setembro Dourado: caso de menino de 14 anos alerta para diagnóstico

Setembro é o mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, uma doença que pode avançar rapidamente e que, no início, pode apresentar sinais parecidos com os de problemas comuns da infância.

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Setembro é o mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, conhecido como Setembro Dourado.
  • A identificação precoce dos sinais da doença é crucial, pois pode evoluir rapidamente em crianças e adolescentes.
  • Estima-se que até 2026, ocorrerão cerca de 430 novos casos de câncer infantojuvenil no Rio Grande do Sul e 7.500 no Brasil anualmente.
  • A iniciativa visa alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e reconhecer o trabalho de instituições que apoiam tratamentos oncológicos em jovens.

 

O diagnóstico precoce pode fazer a diferença - e a história de Arthur Martins Dornelles mostra isso na prática. 

Aos 11 anos, Arthur sentiu uma dor estranha na boca ao comer um coraçãozinho de galinha. O que parecia ser um problema odontológico acabou levando a família a uma descoberta inesperada. Hoje com 14 anos, ele lembra que a dor foi piorando até os pais o levarem à dentista, que iniciou as medicações e encaminhou para exames.


A intensidade do incômodo deu início a uma série de exames, e em poucos dias veio o diagnóstico: Arthur tinha um linfoma não-Hodgkin, tipo de câncer que atinge as defesas do organismo e faz com que células anormais se multipliquem sem controle, podendo atingir diferentes regiões do corpo. Foram quatro meses internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A mãe, Ângela Martins Gonçalves, contou que o filho passou por quatro ciclos de quimioterapia, cada um com sete dias seguidos de aplicação e vinte e um dias de pausa, com reações e alergia à medicação. Ao fim dos quatro ciclos, um exame PET-CT mostrou que o câncer havia regredido completamente, e a família passou a fazer exames de manutenção, hoje realizados a cada quatro meses.


Doença avança rápido em crianças 

O caso do Arthur mostra como o câncer infantojuvenil pode aparecer de formas que, à primeira vista, parecem comuns. Por isso, além de conhecer os sinais de alerta, é fundamental que a investigação aconteça o mais cedo possível.


No Rio Grande do Sul, a estimativa do INCA para 2026 é de cerca de 430 novos casos de câncer infantojuvenil. No Brasil, são estimados 7.560 casos por ano entre crianças e adolescentes de zero a 19 anos.

A médica hematologista pediátrica Virgínia Nóbrega explica que, diferentemente dos tumores em adultos, que costumam crescer lentamente e permitir triagem, o câncer infantil se comporta de forma muito mais agressiva: os sintomas surgem em cerca de 30 a 40 dias e a doença já pode estar avançada, com metástases em três meses.


O Instituto do Câncer Infantil atua no suporte à rede de saúde por meio de um telefone, com profissionais que auxiliam médicos que atendem crianças e adolescentes com suspeita de câncer, para acelerar o diagnóstico e o início do tratamento.

Hoje, três anos depois do diagnóstico, Arthur segue em acompanhamento médico e se recupera bem. Aos 14 anos, ele diz que a experiência o ensinou a valorizar mais a família e o tempo ao lado dos pais.

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