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Acusação diz que Carla Cepollina vai “virar uma Pimenta Neves”

Se condenada, advogada poderá recorrer em liberdade

São Paulo|Vanessa Sulina, do R7

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Destino de Carla Cepollina deve ser decidido nesta quarta-feira
Destino de Carla Cepollina deve ser decidido nesta quarta-feira

Momentos antes de começar o terceiro dia do júri popular de Carla Cepollina, o assistente da promotoria, o advogado Vicente Cascione, afirmou nesta quarta-feira (7) que advogada vai “virar uma Pimenta Neves”, em referência ao jornalista que passou vários anos aguardando em liberdade o julgamento de um recurso após ter sido condenado em 2007. De acordo com Cascione, mesmo se condenada, a ré acusada de matar o coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006, poderá recorrer em liberdade.

Assim, até o julgamento deste recurso, ele deve continuar em liberdade, conforme explicou o advogado. Ela só seria presa, caso o Tribunal de Justiça julgue ela novamente condenada.


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Depois das testemunhas que já falaram durante esta segunda-feira (5) e terça-feira (6), Cascione afirmou que as provas levarão a condenação dela.


—Ontem, ela tentou desqualificar as provas porque ela não tem defesa. Arrogância dela em plenário a ponto de ser expulsa pelo juiz.

Terceiro dia


O julgamento de Carla Cepollina, acusada de matar o ex-coronel da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo Ubiratan Guimarães, em 2006, foi retomado por volta das 11h10 desta quarta-feira (7). O júri foi iniciado na última segunda-feira (5).

Neste terceiro dia, deverá ser decidido o destino da advogada. O julgamento será retomado com os debates entre acusação e defesa que terão duração de três horas no total. Se o promotor solicitar réplica, os advogados de Carla terão o direito à tréplica. Cada lado tem 1 hora para expor suas argumentações.


Na etapa final, o Conselho de Sentença se reúne na Sala Secreta para realizar a votação dos quesitos, de determinará se a ré será condenada ou absolvida.

Segundo dia

Após cerca de 8 horas, o segundo dia do julgamento da advogada Carla Cepollina, foi marcado por atrasos e confusões. A exemplo do que ocorreu na segunda-feira (5), a sessão começou com atraso. Desta vez, o problema foi a falta de energia elétrica no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona Oeste da capital paulista.

O júri, marcado para o meio-dia, só foi reiniciado por volta das 14h30. Os trabalhos foram retomados com a leitura dos depoimentos de testemunhas colhidos na fase de elaboração do inquérito policial e em juízo.

Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação dos três depoimentos dados pela delegada de Polícia Federal Renata Azevedo dos Santos Madi, apontada como pivô da briga entre Ubiratan e Carla Cepollina. Em um deles, ela admitiu que estava apaixonada pelo coronel e que os dois, na época, mantinham “um relacionamento sexual superficial” devido a problemas de saúde da vítima.

A delegada mencionou ainda as mensagens que teria recebido de um dos celulares do coronel.Os torpedos supostamente foram enviados por Carla, que voltou a negar a suspeita.

Pouco depois das 17h, foi iniciado o interrogatório da ré. Ela respondeu a perguntas do juiz Bruno Ronchetti de Castro, do promotor João Carlos Calsavara, do assistente de acusação Vicente Cascione e dos advogados de defesa, Eugenio Malavasi e Liliana Prinzivalli, que também é mãe da acusada.

Demonstrando firmeza na maior parte do tempo, Carla também teve momentos de irritação. Ela chegou a pedir que o representante do Ministério Público a chamasse de doutora, alegando que era tão formada quanto ele. Minutos depois,quando já era interrogada por Cascione, que perguntou qual a dimensão do ego dela, disse que não fazia questão do tratamento.

A advogada argumentou que no ambiente jurídico, era normal ser chamada de doutora e que o promotor estava se referindo a ela 'ostensivamente como dona Carla". Admitiu que foi um "capricho de ego tolo" e que foi levada pelo momento. Dizendo-se arrependida, afirmou que não estava "em condições normais de temperatura e de pressão" em função das feridas que julgamento fazia voltar à tona.

Pouco antes das 22h, após o jantar dos jurados, a acusada começou a responder às questões apresentadas pela defesa, que durou menos de 20 minutos.

Primeiro dia

O primeiro dia de julgamento foi iniciado com três horas de atraso. Das 10 testemunhas convocadas — cinco de defesa e cinco da acusação, apenas três compareceram. Duas delas, Odete Odoglio de Campos, vizinha da vítima, e o delegado Marco Antonio Olivato, que presidiu o inquérito, foram ouvidos.

O depoimento mais longo foi o do delegado Olivato, que durou aproximadamente cinco horas.

Assista ao vídeo:

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