Mãe acusada de matar filhas em SP vai para prisão
Penitenciária é a mesma onde estão Ana Jatobá, Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga
São Paulo|Thiago de Araújo, do R7

Mary Vieira Knorr, de 53 anos, deu entrada por volta das 14h20 desta terça-feira (8) na Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, no interior paulista. Ela é acusada pelo Ministério Público e pela polícia pelas mortes das duas filhas, Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, de 14, no mês passado. A assessoria de imprensa da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirmou a informação.
A ré no caso estava internada há seis dias no Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Philippe Pinel, em Pirituba, na zona norte da capital. Ela foi transferida e seguirá em observação por alguns dias, antes de ser inserida na vida carcerária com as demais detentas. A transferência de Mary agradou ao promotor do caso, Rogério Zagallo. Ele disse ao R7 que lutará para que ela permaneça o máximo tempo possível presa.
— Tremembé é um local adequado para ela permanecer. O meu interessa é que ela continue presa, porque ela é uma pessoa perigosa, que pode voltar a cometer crimes facilmente e não pode voltar ao convívio da sociedade.
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Na mesma cadeia estão mulheres envolvidas em crimes de repercussão, como Suzane Richthofen (cumpre pena pelas mortes dos pais, em 2002), Anna Carolina Jatobá (condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni, em 2008), e Elize Araújo Kitano Matsunaga (presa em caráter preventivo sob a acusação de ter esquartejado o marido, em 2012).
Ainda de acordo com o promotor, até o momento não foi feito nenhum pedido de liberdade para Mary Knorr. A reportagem do R7 tentou contato com o advogado da ré, Lindemberg Pessoa de Assis, porém ele não foi encontrado. A única possibilidade dela deixar Tremembé, na opinião do promotor, é se, no trâmite do processo, for solicitada uma análise e ficar constatada alguma doença mental.
— Há a viabilidade desse tema a respeito da doença mental ser levantado, mas nesse caso ela sairia de lá para um hospital psiquiátrico.
O caso
As adolescentes Paola Knorr Victorazzo e Giovanna Knorr Victorazzo foram achadas mortas na tarde do dia 14 de setembro, após um chamado feito ao Corpo de Bombeiros a respeito de um suposto vazamento de gás na casa da família, no Butantã, na zona oeste da capital. Quando PMs arrombaram a porta da casa, encontraram a suspeita deitada em um sofá, dizendo que as meninas estavam mortas.
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Os corpos das adolescentes, já em estado de decomposição, estavam em um quarto, cada uma em um beliche. A polícia ainda aguarda a conclusão dos laudos para saber o que causou as mortes e quando elas aconteceram. O cachorro da família também havia sido morto, com um saco plástico na cabeça, e havia indícios de que o gás da casa tivesse sido aberto.
Assista ao vídeo:















