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Análise: após Covid-19, perda de confiança coopera para o declínio da vacinação

Relatório da OMS e do Unicef alerta para aumento da taxa de abandono do esquema vacinal no Brasil

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Relatório da OMS e Unicef alerta para o aumento da taxa de abandono do esquema vacinal no Brasil.
  • A taxa de abandono da vacina contra difteria, tétano e coqueluche subiu de 4% para 12% em um ano.
  • Confiança na vacinação caiu após a pandemia de Covid-19, influenciada pela desinformação e foco nos efeitos adversos.
  • Especialistas alertam para o risco de retorno do sarampo devido à baixa cobertura vacinal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) acendeu um alerta para a vacinação infantil. Segundo as informações, o principal desafio hoje não é fazer a criança tomar a primeira dose, mas garantir que ela complete todo o seu esquema vacinal.

A taxa de abandono da vacina contra difteria, tétano e coqueluche saltou de 4% para 12% em apenas um ano. E, além disso, a cobertura da terceira dose caiu de 90% para 86%, junto com a imunização de sarampo, que também registrou queda.


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Em entrevista para o Link News, o presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo Jorge Fonseca, explicou que tomar uma só dose é melhor do que não tomar a vacina, mas não significa a imunização completa.

Não garante a proteção que a gente considera adequada. Além disso, tem uma coisa importante, que é a imunidade coletiva, a imunidade de rebanho. Quando a gente vacina, a gente está se protegendo, mas está protegendo a coletividade. Para que a gente tenha redução da circulação de vírus específicos protegidos por vacina, a gente precisa de uma cobertura maior que 95%”, enfatizou o especialista. Diante dessa realidade, ele ainda traz uma perspectiva preocupante: “Estamos com a porta aberta para a volta do sarampo no Brasil”.


Fonseca ainda apontou que a cobertura vacinal para crianças costuma ser maior no primeiro ano de vida do bebê, quando as consultas ao pediatra são mais regulares. Depois dos 12 meses, a cobertura diminui, porque a atenção diminui, e é por esse motivo que a dose de reforço deixa de ser tomada.

De acordo com o médico, a confiança do brasileiro na vacina começou a cair a partir da pandemia de Covid-19, situação impulsionada pela desinformação e pela hipervalorização dos efeitos adversos.


“As famílias antes não se preocupavam se a vacina era atenuada, se ela era fabricada no Brasil. Passaram a ter essa preocupação, que veio junto da questão da vacina da Covid, e trouxe todo esse questionamento da população. E se a mídia e redes sociais divulgarem algo equivocado, chama muito mais público”, ressaltou.

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