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China fecha mercados e sacrifica aves perante a propagação do H7N9

Saúde|Do R7

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Pequim, 6 abr (EFE).- Três cidades do leste da China - Xangai, Hangzhou e Nanjing - fecharam neste sábado a maioria de seus mercados de aves, detiveram a comercialização e duas delas começaram a sacrificar animais perante a propagação da gripe aviária H7N9, que já causou seis mortes. A primeira a tomar estas medidas foi a metrópole de Xangai, a mais afetada pelo vírus e onde as autoridades confirmaram a presença da cepa em outras 19 amostras recolhidas em vários de seus mercados de aves vivas, fechados até novo aviso. Dessas 19, oito amostras foram extraídas de sete frangos e dos arredores do mesmo mercado no qual foi encontrado, pela primeira vez, o vírus em uma pomba no Mercado Atacadista de Produtos Agropecuários de Huhai, segundo confirma neste sábado a agência oficial "Xinhua". As outras amostras que contêm o vírus mortífero foram recolhidas em outros dois mercados localizados no próximo distrito de Minhang. A metrópole, a mais povoada da China com mais de 24 milhões de habitantes, despertou hoje com centenas de mercados de aves vivas fechados, onde no dia anterior já tinham sido sacrificados 20.536 frangos, patos, gansos e pombas como medida de precaução perante a propagação do H7N9. As autoridades de Xangai não demoraram também não em suspender a comercialização e importação de aves de curral, como posteriormente anunciou a vizinha cidade de Hangzhou (que também começou a sacrificar aves), na província de Zhejiang, e pouco mais tarde a capital da província de Jiangsu, Nanjing, todas no leste da China. Desde a descoberta do vírus ocorreram seis mortes, quatro delas em Xangai e duas na vizinha Zhejiang. O resto dos 16 afetados pelo vírus permanecem hospitalizados e alguns se encontram em estado crítico, embora dois dos internados em Xangai tenham apresentado melhoras. Trata-se de um adulto e uma criança de quatro anos. Todos os casos de afetados se concentram no leste da China: seis em Xangai, seis na província de Jiangsu, três na de Zhejiang e um em Anhui, em uma faixa de não mais de 400 quilômetros. Por enquanto, está descartada que a nova cepa seja transmitida entre humanos, mas sim pelo contato com aves ou com seus fluidos corporais, por isso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) descarta por enquanto a possibilidade de uma pandemia. Em Genebra, o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, explicou em entrevista coletiva que as investigações seguem intensamente porque ainda não foi identificada a fonte de contágio. Hartl disse que, por enquanto, não foi identificada qualquer relação epidemiológica entre os casos. "Portanto, não se pode falar de contágio de humano para humano, é preciso seguir buscando um contágio no meio ambiente". A desinformação, no entanto, é o que mais preocupa a população chinesa neste momento. Na rede social "Weibo", o Twitter chinês, são diversas mensagens pedindo que o Governo seja "mais transparente" quanto aos dados, enquanto se tornou público que um familiar de uma das seis vítimas mortais do H7N9 denunciou que ocultaram a "razão" do falecimento no hospital e que teve que ser informado pelos meios de imprensa, publica neste sábado o jornal "South China Morning Post". Em um restaurante de Xangai, especializado em comidas com frango, a dona, de sobrenome Eis, minimizou o assunto. "Não estou preocupada. Trata-se de cozinhá-lo a altas temperaturas, ter um pouco de cuidado. Não notei nenhum efeito em minha clientela, o povo consome igual", afirmou Eis à Agência EFE. Pequim não demorou em se defender dessa suposta "desinformação", por isso que hoje mesmo, e através da agência oficial "Xinhua", foi publicado um artigo no qual diversos analistas destacavam que a transparência do Governo quanto a este vírus era muito melhor do que há dez anos, quando a China combateu o mortífero Sars. "A resposta do Governo à doença é completamente diferente do que há dez anos...", afirmou o professor Wang Yukai, da Academia chinesa de Governo. EFE tg/ff

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