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Falsos casamentos atormentam a vida de costarriquenhos

Saúde|Do R7

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San José, 9 ago (EFE).- Costariquenhos denunciaram ser vítimas de falsos casamentos ao aparecerem em registros de cartórios como casados, mas sem sequer conhecerem os cônjuges, informaram fontes judiciais nesta sexta-feira. A promotoria investiga a situação de pessoas que estão casadas com estrangeiros, apesar de garantirem nunca ter visto estas pessoas. Um dos casos mais escandalosos é o de Kattia Obaldía, que descobriu em 2006 ser esposa de um cubano, de acordo com o Registro Civil, quando entrou com a documentação para se casar com o então namorado. Segundo o departamento de Migração da Costa Rica, o suposto marido de Kattia nunca entrou no país. A promotoria confirmou que ela é parte de um grupo de oito homens e 23 mulheres que foram casados em 2006 sem saber, pela tabeliã Kattia Salas Guevara. Outra investigação já descobriu outras 26 pessoas que denunciaram casamentos falsos. A tabeliã foi condenada em janeiro do ano passado a 186 anos de prisão pelo Tribunal Penal de San José por 31 crimes de falsidade ideológica. Em agosto, o Tribunal de Apelações ordenou que ela fosse colocada em liberdade por erros na sentença e determinou um novo julgamento, que pode acontecer no fim de 2014. "O senhor não sabe quanto daria eu para assinar o papel e casar com quem eu decidi, mas sinto que agarraram minha mão, me casaram e me usaram como qualquer coisa. Mas tenho a fé de que algum dia vou conseguir", lamentou Obaldía ao site do jornal "La Nación". O pedido de ajuda da jovem chegou ao presidente do Congresso, Luis Fernando Mendoza, que disse hoje a jornalistas que trabalhará para solucionar o caso. "O caso me comoveu, me identifico absolutamente com ela e pude sentir o impacto de uma situação tão dolorosa em sua vida pessoal. Nâo podemos ser indiferentes a isso", expressou. Segundo Mendoza, o Tribunal Supremo de Eleições, encarregado do Registro Civil, e a Suprema Corte de Justiça vão ser convocados a analisar que tipo de solução pode ser dada para as pessoas afetadas, que além de não poderem se casar, não podem receber pensões, nem outros trâmites burocráticos. EFE nda/cd/id

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