Saúde Nascimento de bebê sem rosto gera escândalo de negligência médica 

Nascimento de bebê sem rosto gera escândalo de negligência médica 

Bebê com dez dias de vida nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio em Portugal; obstetra que acompanhou a gestação não observou a anomalia 

Nascimento de bebê sem rosto gera escândalo de negligência médica em Portugal

Bebê nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio em Portugal

Bebê nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio em Portugal

Pixabay

O caso de Rodrigo, um bebê com dez dias de vida que nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio, gerou um escândalo por negligência médica em Portugal após ser noticiado que o obstetra que acompanhou a gravidez - e que não detectou as más-formações - exercia a profissão apesar de ter quatro processos disciplinares abertos.

A divulgação do caso do bebê "sem rosto", como está sendo chamado pela imprensa lusitana, ocorreu nesta quinta-feira. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público português, após uma denúncia apresentada pela mãe da criança.

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De acordo com o relato da família ao jornal português Correio da Manhã, os pais foram atendidos durante toda a gravidez por este obstetra em uma clínica particular onde foram realizadas três ultrassonografias, mas em nenhuma delas o especialista percebeu más-formações no feto.

A situação ficou mais estranha quando os pais realizaram uma ultrassonografia 5G em uma clínica diferente, na qual foram alertados que não estava tudo bem.

A família argumenta que levou esse diagnóstico ao obstetra anterior, que desmereceu a análise e garantiu que não havia nenhum problema. Mas a realidade foi muito diferente.

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Quando Rodrigo nasceu, no dia 7 de outubro, no Hospital de São Bernardo, situado na cidade de Setúbal, ao sul de Lisboa, foi constatado que o bebê não tinha olhos nem nariz, e que também faltava parte do crânio.

Os médicos deram ao bebê uma previsão de poucas horas de vida, já superadas. Em meio às ações judiciais, o caso se tornou um escândalo após ser noticiado que o médico já havia se envolvido em polêmicas.

O especialista tem quatro processos disciplinares abertos na Ordem dos Médicos de Portugal, disseram à Agência Efe fontes da instituição, que se recusaram a dar mais detalhes sobre os processos.

O presidente da entidade, Miguel Guimarães, expressou publicamente a solidariedade com a família do bebê e deixou claro que, "diante da gravidade dos fatos relatados", pediu esclarecimentos ao representante do conselho disciplinar correspondente.

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"Reitero o forte apelo que já realizei em outras ocasiões (ao conselho disciplinar) no sentido de poder contar com uma ação rápida, eficaz e justa nos casos analisados, que dignifique a profissão médica e que proteja os pacientes", acrescenta Guimarães em comunicado.

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