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ONU e União Africana pedem recursos para reconstruir países após ebola

Organizações pretendem arrecadar cerca de R$ 10 bilhões para os próximos dois anos

Saúde|Do R7

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Organizações pedem ajuda para conseguir reerguer os países atingidos pela doença
Organizações pedem ajuda para conseguir reerguer os países atingidos pela doença

A ONU e a União Africana pediram nesta sexta-feira (10) aos doadores de todo o mundo recursos para completar a batalha contra o ebola na África Ocidental e apoiar a recuperação dos países afetados após a epidemia. "Peço a todos para fazerem parte deste esforço histórico e apoiar os líderes e o povo de Guiné, Libéria e Serra Leoa a voltar ao caminho do desenvolvimento sustentável", disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na abertura de uma conferência internacional sobre o ebola.

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Na reunião se pretende arrecadar cerca de US$ 3,2 bilhões para os próximos dois anos. O valor seria usado para financiar, entre outras coisas, a reconstrução dos sistemas de saúde e outros serviços públicos nesses três países, cujas economias foram duramente impactadas pelo surto de ebola.

— Esse impacto negativo - nas economias e na rotina das pessoas - pede que a comunidade mundial continue a priorizar a recuperação do ebola, inclusive muito depois do desaparecimento da crise.


O presidente do Zimbábue e atual presidente da UA, Robert Mugabe, pediu o cancelamento da dívida das três nações para que possam destinar todos seus recursos à recuperação da doença e garantir que não haverá novos surtos.

— Devemos lembrar que enquanto o vírus do ebola não estiver controlado na África Ocidental, lugar algum de nosso mundo interconectado terá certeza.


Tanto a ONU como a UA destacaram os grandes progressos conseguidos na luta contra a doença, mas insistiram que ainda há riscos, como mostra a aparição de novos casos na Libéria depois que o país foi considerado livre do ebola em maio. Ao todo, desde que se iniciou a crise, ocorreram mais de 27,5 mil casos nos três países, com a morte de 11.246 pessoas, segundo os últimos dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

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