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Secretário responsável por combate ao coronavírus deixa cargo

Exoneração "a pedido" de Wanderson Oliveira do Ministério da Saúde foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União

Saúde|Do R7

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Wanderson é o último escolhido por Mandetta a deixar a pasta
Wanderson é o último escolhido por Mandetta a deixar a pasta

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, responsável diretamente pelo combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil, deixou o cargo nesta segunda-feira (25), conforme edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

A exoneração do secretário foi publicada como "a pedido" e assinada pelo ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto. Não foi nomeado um novo nome para a função de imediato. Recentemente, especulou-se que o cargo poderia ser oferecido ao chamado centrão como forma de angariar apoio para o governo no Congresso.


Wanderson havia anunciado no domingo que iria deixar a pasta nesta segunda, decisão que, segundo ele, já estava tomada desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta à frente do Ministério da Saúde.

"A decisão foi tomada em 15/04, antes mesmo da saída do ministro Mandetta, a quem sou eternamente grato. No entanto, a pedido dele permaneci até a chegada de um novo ministro. Com a chegada do ministro Nelson Teich, em conversa no dia 20/04, coloquei o cargo à disposição. Ele me pediu para ficar mais algumas semanas. Assim procedemos e combinamos que após minhas férias em 20/05, iríamos acertar a data da publicação da exoneração", afirmou Wanderson em comunicado enviado aos colegas.


Wanderson é o último dos secretários da linha de frente escolhidos pessoalmente por Mandetta a deixar o ministério. Ficou conhecido ao tomar a frente do combate à epidemia de coronavírus e estar sempre presente nas entrevistas, junto com Mandetta e o ex-secretário-executivo João Gabbardo, e foi o primeiro a dizer que não ficaria no ministério sem Mandetta.

Doutor em epidemiologia, Wanderson é servidor do Hospital das Forças Armadas cedido à Fundação Osvaldo Cruz, onde atuava como pesquisador, e deve voltar ao posto.

Em seu carta de despedida, o agora ex-secretário acrescentou que, na última quarta-feira acertou com o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, para sair da função nesta segunda-feira. "Ele solicitou-me para continuar ajudando na resposta, o que farei com o maior prazer."

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