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Suspensão da vacina não é fracasso e gera segurança, afirma infectologista

Momento contempla a necessidade de analisar se mortes estão conectadas ao imunizante, disse Sarah Dominique à RECORD NEWS

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a distribuição da vacina contra a dengue do Instituto Butantã após 42 pessoas apresentarem sintomas severos.
  • Há investigação em curso sobre duas mortes que podem estar relacionadas com a vacina.
  • A infectologista Sarah Dominique destacou a importância de aprofundar estudos sobre a vacina e reforçou o compromisso com a segurança.
  • Profissionais de saúde, que foram prioritários na vacinação, devem ficar atentos a sintomas 21 dias após a aplicação.

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Após 42 pessoas apresentarem sintomas severos depois de terem sido imunizadas pela vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, o Ministério da Saúde decretou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da distribuição do imunizante. O órgão ainda investiga duas mortes que podem estar relacionadas.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (9), a infectologista Sarah Dominique explicou que, apesar de não serem esperados, os resultados abrem espaço para aprofundar os estudos em torno da vacina. “A gente contempla nesse momento a necessidade de comprovar se esses eventos adversos graves, inclusive os dois óbitos, têm causa com a vacina, ou foi apenas dentro da temporalidade”.


Ela ainda enfatizou que a interrupção reforça o compromisso do Brasil com a segurança, em vez de criar dúvidas em torno da qualidade do imunizante. “Embora alguns entendam como fracasso, isso gera em nós, profissionais de saúde, [...] uma segurança na farmacovigilância do Ministério da Saúde e do Instituto Butantan”.

Uma vez que profissionais de saúde tiveram prioridade quando a vacina ainda era administrada, a maioria dos casos mais graves encontra-se nessa parcela da população. A recomendação é ficar atento à manifestação de efeitos 21 dias após a aplicação. “Eu sei que é uma situação delicada, que comove, mas [...] qualquer sintoma [...] é motivo sim para procurar um serviço de saúde”.

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