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Um bilhão de pessoas no mundo sofre de alguma incapacidade, diz a OMS

Saúde|Do R7

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Genebra, 19 set (EFE).- Mais de um bilhão de pessoas sofre algum tipo de incapacidade, o que equivale a cerca de 15% da população mundial, percentual que aumenta na medida do envelhecimento da população e da prevalência de doenças crônicas, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a OMS, as informações servem para chamar a atenção para a reunião sobre Incapacidade e Desenvolvimento que será realizada na próxima segunda-feira, dia 23, em Nova York, paralelamente à Assembleia Geral. "Uma em cada sete pessoas tem alguma incapacidade, que padecem não só de estigma social e discriminação, mas também têm barreiras para acessar serviços como educação, transporte e até ao sistema de saúde", disse o diretor de Prevenção à Violência, Lesão e Incapacidade da OMS, Etienne Krug. Segundo os dados da OMS, pessoas com incapacidade têm o dobro de chance de receber um tratamento médico inadequado ao seu problema; o triplo que seja negada assistência médica. Metade das pessoas com incapacidade não podem ter um tratamento de saúde e apresentam 50% mais de probabilidade de ter custos exagerados, "despesas não previstas que podem arrastar a uma família para a pobreza", alertou Krug. O diretor lembrou que estas pessoas não só tem as mesmas necessidades de acesso à saúde que o resto do mundo, como imunização ou revisões de câncer; mas também requerem "assistência específica por doenças derivadas de sua incapacidade, como úlceras, infecções urinárias, paralisias ou depressão". Os números divulgados pela OMS apontam que 70 milhões de pessoas no mundo precisam de cadeira de rodas, mas somente entre 5% e 15% delas têm uma. No caso da surdez, que afeta pelo menos 360 milhões no mundo, a OMS revela que a produção mundial de aparelhos auditivos para surdos cobre só 10% das necessidades globais, apenas 3% no caso dos países em desenvolvimento. Além das causas congênitas, entre os principais motivos de incapacidade estão os acidentes de trânsito, os desastres naturais, os conflitos armados, a dieta ou o abuso de drogas. EFE sga/cd

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