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Universidade de Bruxelas testa nova técnica contra diabetes

Ideia é destruir a mucosa que reveste o duodeno, responsável por gerar insulina

Saúde|Do R7

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As provas iniciais demonstraram que pacientes com níveis de 9,5 de hemoglobina glicosilada passaram a níveis de 7,3 depois de três meses de tratamento
As provas iniciais demonstraram que pacientes com níveis de 9,5 de hemoglobina glicosilada passaram a níveis de 7,3 depois de três meses de tratamento

Pesquisadores da ULB (Universidade Livre de Bruxelas) estão testando com sucesso uma técnica revolucionária para tratar o diabetes tipo 2, que atinge 90% dos portadores da doença, informou o jornal "Le Soir" nesta quinta-feira (30). A nova técnica, baseada em um aparelho desenvolvido pela americana Fractyl, está sendo testado pela equipe de Gastroenterologia do professor Jacques Devière, do Hospital Universitário Erasme, e em um hospital de Roma.

A técnica consiste em destruir por aquecimento a mucosa que reveste o duodeno, a parte do intestino delgado que fica depois do estômago e que rodeia o pâncreas, o qual se encarrega de gerar a insulina, disse Devière.


— É importante destruí-la porque as células glandulares mucosas segregam uma variedade de hormônios que terminam produzindo resistência à insulina.

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Isto é possível colocando um balão no duodeno, através de uma sonda introduzida pela boca do paciente, sem a necessidade de cirurgia, exlpicou.

— O balão separa a mucosa da submucosa mediante a introdução de fluidos fisiológicos entre as duas camadas. Uma vez separada a mucosa, esta fica exposta em outro balão da mesma sonda a água a 85 graus de 7 a 10 segundos, o que a destrói durante um mês e faz com que a resistência que tinha desenvolvido à insulina e as dificuldades para tratar o açúcar alimentício desapareçam durante um tempo.


As provas iniciais demonstraram que pacientes com níveis de 9,5 de hemoglobina glicosilada passaram a níveis de 7,3 depois de três meses de tratamento. A medição da hemoglobina glicosilada, cujos valores normais devem ficar entre 5% e 6%, é um exame de laboratório muito utilizado para saber se o controle que o paciente realiza sobre a doença foi bom durante os últimos meses. Segundo o professor, essa ainda não é uma solução definitiva, mas a maior vantagem é a possibilidade de poder passar de um tratamento com remédios a uma operação endoscópica que não requer cirurgia.

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