Logo R7.com
RecordPlus

Dengue: saiba quais cuidados você deve observar caso tenha tomado vacina do Butantan

Diretor do PNI detalha sintomas que exigem atenção após aplicação da vacina, suspensa temporariamente para investigação

Saúde|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A vacinação contra a dengue foi temporariamente suspensa devido à investigação de duas mortes suspeitas.
  • Cuidados pós-vacinação incluem monitorar sintomas como febre, dor abdominal e sangramentos nos 21 dias seguintes.
  • Equipes de saúde foram orientadas a identificar sinais de alarme e garantir atendimento imediato.
  • Mais de 500 mil doses da vacina foram aplicadas no Brasil, com monitoramento contínuo de eventos adversos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Autoridades orientam atenção a sintomas nos 21 dias após a aplicação da vacina Tomaz Silva/Agência Brasil - 22.05.2026

O diretor do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Eder Gatti, detalhou nesta segunda-feira (8) os cuidados que a população deve adotar após receber a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. As orientações foram apresentadas durante coletiva de imprensa convocada após a suspensão temporária da aplicação do imunizante, motivada pela investigação de duas mortes suspeitas.

Segundo Gatti, quem recebeu a vacina está protegido contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, mas deve ficar atento a possíveis sinais de alerta nos 21 dias seguintes à imunização.


“A recomendação, nesse período de 21 dias após a imunização, é observar sinais como febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos espontâneos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral. Diante desse cenário, a recomendação é procurar um serviço de saúde”, ressaltou.

De acordo com o diretor, as equipes de saúde em todo o país já foram orientadas a reconhecer sinais de alarme e gravidade, notificar casos suspeitos, acionar a vigilância epidemiológica local e garantir atendimento clínico imediato quando necessário.


“Também haverá uma recomendação para toda a rede de saúde monitorar as pessoas vacinadas nos primeiros 21 dias, porque esse é o período em que ainda podemos detectar algum componente da vacina no organismo, o que chamamos de viremia. Por isso, é importante ficar atento a alguns sinais”, explicou.

Leia Mais

A vacina

O imunizante que motivou as orientações é produzido pelo Instituto Butantan e começou a ser aplicado em janeiro deste ano, em um projeto-piloto realizado em três municípios: Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE).


Em março, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia em parceria com o governo do Tocantins, na região de Araguaína, área que registrava circulação ativa do vírus naquele momento. Na sequência, foi iniciada a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o país.

Até 30 de maio, mais de 500 mil doses haviam sido aplicadas no Brasil. Desse total, cerca de 83 mil foram destinadas às três cidades que participaram da fase piloto, enquanto aproximadamente 417 mil doses foram administradas, principalmente, em profissionais de saúde.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.