Dengue: saiba quais cuidados você deve observar caso tenha tomado vacina do Butantan
Diretor do PNI detalha sintomas que exigem atenção após aplicação da vacina, suspensa temporariamente para investigação
Saúde|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O diretor do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Eder Gatti, detalhou nesta segunda-feira (8) os cuidados que a população deve adotar após receber a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. As orientações foram apresentadas durante coletiva de imprensa convocada após a suspensão temporária da aplicação do imunizante, motivada pela investigação de duas mortes suspeitas.
Segundo Gatti, quem recebeu a vacina está protegido contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, mas deve ficar atento a possíveis sinais de alerta nos 21 dias seguintes à imunização.
“A recomendação, nesse período de 21 dias após a imunização, é observar sinais como febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos espontâneos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral. Diante desse cenário, a recomendação é procurar um serviço de saúde”, ressaltou.
De acordo com o diretor, as equipes de saúde em todo o país já foram orientadas a reconhecer sinais de alarme e gravidade, notificar casos suspeitos, acionar a vigilância epidemiológica local e garantir atendimento clínico imediato quando necessário.
“Também haverá uma recomendação para toda a rede de saúde monitorar as pessoas vacinadas nos primeiros 21 dias, porque esse é o período em que ainda podemos detectar algum componente da vacina no organismo, o que chamamos de viremia. Por isso, é importante ficar atento a alguns sinais”, explicou.
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A vacina
O imunizante que motivou as orientações é produzido pelo Instituto Butantan e começou a ser aplicado em janeiro deste ano, em um projeto-piloto realizado em três municípios: Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE).
Em março, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia em parceria com o governo do Tocantins, na região de Araguaína, área que registrava circulação ativa do vírus naquele momento. Na sequência, foi iniciada a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o país.
Até 30 de maio, mais de 500 mil doses haviam sido aplicadas no Brasil. Desse total, cerca de 83 mil foram destinadas às três cidades que participaram da fase piloto, enquanto aproximadamente 417 mil doses foram administradas, principalmente, em profissionais de saúde.
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