Veja dicas para fugir de carnes clandestinas da ceia de Natal
Consumidor precisa ficar atento para não comprar alimento de procedência duvidosa
Saúde|Do R7

Na hora de escolher o cardápio das ceias de Natal e Ano-Novo, sobram opções de pratos saborosos para todos os gostos. São inúmeras receitas com peru, chester, tender, pernil, lombo e peixes. No entanto, além dos ingredientes para o preparo das refeições, o consumidor deve ficar atento à qualidade das carnes.
De acordo com o auditor fiscal federal agropecuário Adriano Guahyba, para saber se o produto seguiu as normas sanitárias e passou por fiscalização, é importante observar se ele tem o selo do Serviço de Inspeção, que pode ser Federal (SIF), Estadual (SIE) ou Municipal (SIM).
Outras informações obrigatórias também devem estar presentes no rótulo, como o nome do produto, ingredientes, data de produção e validade, número do lote, nome e endereço do fabricante, tabela de informação nutricional, método de conservação do produto e canal de atendimento ao cliente, informou Guahyba.
Para as carnes separadas em peças, vale observar os carimbos de inspeção, de cor azul ou roxa, feitos com tinta atóxica, que traz o número do estabelecimento produtor.
— Se não houver a identificação, deve ser exigido do estabelecimento varejista a nota fiscal de compra da carne oferecida para venda. Isso permitirá verificar se a carne veio de estabelecimento registrado ou não.
Em relação aos pescados, vale uma dica especial: o consumidor deve ficar atento às substituições de espécies. Segundo o auditor fiscal federal agropecuário Daniel Teixeira, o bacalhau, por exemplo, um dos preferidos para as festas de fim de ano, pode ser substituído por peixes de menor valor, como o panga, alabote e polaca do Alasca.
— Para o consumidor não cair no ‘conto do vigário’, é preciso sempre desconfiar do preço muito baixo das promoções e até procurar saber se a empresa fabricante já esteve envolvida em fraude.
Caso o consumidor encontre alguma irregularidade nos produtos comprados ou que estejam nas prateleiras de supermercados e açougues, ele pode denunciar ao Ministério da Agricultura, explicou Guahyba.
— Comprar produtos sem registro ou calar-se quando se adquire alimentos irregulares em relação à procedência ou a condições de salubridade são fatores que contribuem com a clandestinidade, o que coloca em risco não apenas a própria saúde, mas a de toda a população.
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