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Venezuela admite "dificuldades" nos hospitais públicos

Saúde|Do R7

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Caracas, 30 ago (EFE).- A ministra da Saúde da Venezuela, Isabel Iturria, admitiu nesta sexta-feira que há "dificuldades" nos hospitais do país depois de médicos e pacientes apresentarem reclamações por falta de recursos nas últimas semanas. "Certamente há dificuldades em nossos hospitais, disso não há dúvidas. Mas elas só poderão ser resolvidas, em todas as instâncias, como em qualquer lugar do mundo, depois que os problemas relacionados ao atendimento forem solucionados", disse a ministra aos jornalistas. Isabel afirmou que para atender essas dificuldades nos hospitais, o governo criou recentemente o chamado "Estado-Maior de saúde" responsável por "tarefas específicas" como a reparação da infraestrutura hospitalar, dos equipamento e a compra de materiais. Apenas 11 dos 241 hospitais existentes no país estão incluídos no programa. Mas, segundo Isabel, esta atividade será iniciada nestes centros assistenciais para depois se expandir aos restantes. A ministra rejeitou, no entanto, a ideia de que exista uma crise hospitalar pois, para ela, o bom funcionamento do sistema se saúde do país pode ser observado - nos indicadores do setor divulgados periodicamente - desde que Hugo Chávez chegou ao poder em 1999. "A mortalidade infantil em 1998 era de 22 a cada mil nascimentos, e agora é 14. Que ainda há o que melhorar, é claro. Temos que reduzir esse número", comentou. O presidente da Federação Médica Venezuelana, Douglas León, afirmou recentemente a jornalistas que 90% dos hospitais do país "estão praticamente fechados em termos técnico" e pediu que fosse declarada a situação de "emergência da saúde", pois faltam materiais e infraestrutura. Os protestos nos hospitais se tornaram mais frequentes nos últimos meses e passaram a contar, inclusive, com a participação de alguns pacientes. EFE nf/apc/id

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