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Tecnologia e Ciência

Em apenas três horas, jovens aprendem programação do zero e resolvem problemas de aprendizagem 

Iniciativa que está na terceira edição é promovida pelo Google e a Fiap 

Tecnologia e Ciência|Do R7*

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Grupo vencedor da edição 2014 ganhou acesso gratuito a cursos de tecnologia na Fiap
Grupo vencedor da edição 2014 ganhou acesso gratuito a cursos de tecnologia na Fiap

Quando os estudantes Felipe Veríssimo, Bianca Caravajo, Celso Barbieri e Gabriel Tescarolo, todos de 17 anos, participaram da maratona de programação da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), eles não tinham ideia de quão bem-sucedidos seriam. Felipe participava da competição pelo segundo ano, mas mesmo assim teve trabalho para decidir junto ao grupo o que eles fariam para resolver um problema educacional por meio de um aplicativo.

— Demoramos uns 15 dias para formular a ideia. Quem deu a dica foi minha mãe que disse que poderíamos criar um app para facilitar a vida dos deficientes no ambiente escolar.


Assim como Felipe, outros 1.600 alunos quebraram a cabeça para elaborar um programa que facilitasse o aprendizado. A Maratona de Aplicativos da Fiap Google é um projeto que ensina a alunos do ensino médio como idealizar, programar e publicar seus próprios projetos criados com a preocupação de melhorar a aprendizagem de conceitos escolares em qualquer situação.

O evento promove oficinas de apenas três horas de duração (tempo suficiente na visão de Veríssimo) que ensinam tudo o que os estudantes precisam saber para desenvolver o próprio app. Além delas, aulas de programação estão disponíveis na internet.


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No caso do grupo de Felipe, eles só precisaram de mais 15 dias para deixar pronto o Visual School, uma agenda para organização de atividades escolares voltada a deficientes, que podem interagir com o aplicativo utilizando comandos de voz. A criação foi a vencedora da edição passada.


Diversidade de ideias

Em sua terceira edição, a maratona cresceu. Em 2015, foram 7.500 inscritos, com cerca de 70 oficinas em todo o Brasil. Um dos organizadores, Felipe Barreiros, afirma que a qualidade dos programas na edição 2015 melhorou e que os temas estão mais diversificados.


— Tivemos todo tipo de app, desde uma calculadora de Bhaskara até jogos de posicionamento de quadra de basquete. O objetivo é que eles possam pensar em educação de forma livre, não se prendendo apenas ao currículo escolar, mas também a todo tipo de aprendizado do dia a dia.

Todas as ideias são desenvolvidas com a ajuda do App Inventor, plataforma de criação de aplicativos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), com várias opções de customização. Os embaixadores, como são conhecidos os monitores do programa, ensinam como utilizar a ferramenta e estimulam os alunos a soltar a criatividade. Rafael Balconi, 23, é um deles e percebe entre os participantes uma vontade grande de contribuir com a resolução de problemas.

— Sentimos bastante força de vontade dos alunos e inclusive das escolas. Elas querem trazer novidades, e com a maratona eles têm possibilidade de trabalhar com coisas novas.

Para Veríssimo, a experiência é válida.

— Eu recomendo. A maratona serviu para reafirmar o que eu queria que era trabalhar com desenvolvimento, mas mesmo para quem não irá para a área ela contribui para o crescimento pessoal e profissional.

Este ano, dez aplicativos estão na final, com projetos que ajudam a facilitar o compartilhamento de ideias, aprender matemática por meio de brincadeiras e até mesmo a estimular a reeducação alimentar, entre outros. O resultado será divulgado a partir do dia 13 de novembro.

*Com colaboração de Raphael Andrade, estagiário do R7

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